Sobre

Diversidades

 

 

 

 

Cinema Africano

 http://cine-africa.blogspot.com/

 

Selo Ano Internacional dos Afrodescendentes

 

 

 

Selo Quilombola

O Selo Quilombola é um certificado de origem, que visa atribuir identidade cultural aos produtos de procedência quilombola, a partir do resgate histórico dos modos de produção e da relação das comunidades com determinada atividade produtiva.

Selo Quilombola

 

O objetivo é agregar valor étnico aos produtos, contribuindo para a promoção da auto-sustentabilidade dos empreendimentos quilombolas no Brasil. É uma iniciativa articulada e coordenada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), apoiada por diversos parceiros.

O Selo Quilombola será concedido pela SEPPIR, aos núcleos de produção, membros das associações, cooperativas e a pessoas jurídicas que possuam gestão de empreendimentos nos territórios quilombolas, com comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Para autorização de uso do Selo Quilombola, o solicitante deverá comprovar que o produto tem em sua constituição a utilização dos saberes étnico-culturais, o uso da matéria-prima local e práticas de produção sócio-econômicas ambientalmente sustentáveis.

Veja a íntegra da Portaria do Selo Quilombola, publicada no DOU de 15/04/2010.

Saiba como solicitar o Selo Quilombola. Instrumentos.

 

 

Cadernos do IPAC

Cinco publicações do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) 

Fonte: site da Secretaria de Cultura (SecultBA), www.cultura.ba.gov.br.

1.pano_da_costa.pdf

 

2.boa_morte.pdf

 

3.maragojipe.pdf

 

4.afoxes.pdf

 

5.santa_barbara.pdf

 

Coleção História Geral da África em português disponível para download.

8 volumes da edição completa.

Brasília: Unesco, Secad/Mec, UFSCar, 2010

Resumo: Publicada em 8 volumes a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. 

Download gratuito (somente na versão em português):

Informações Adicionais:

Fonte: UNESCO: http://www.unesco.org/pt/brasilia/dynamic-content-single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese/back/20527/cHash/fa3a677a3d/

 


Relatório sobre as organizações de afro descendentes produzido em conjunto pelo PNUD-SEGIB
Atualidade Afro-Descendente na Ibero-América. PNUD-SEGIB..pdf

http://www.afrodescendientes-undp.org/

Congadas de Minas Gerais


De modo fácil, Jeremias Brasileiro passeia pelos meandros do universo das Congadas de Minas e possibilita ao leitor o contato com práticas, valores e sentidos importantes para os participantes dessa forma de culto aos ancestrais. Como afirma o autor, as Congadas de Minas são realizadas por nações negras diversas e possuidoras de antepassados comuns (com o histórico de sofrimento em território brasileiro semelhantes), que desenvolveram significados e expressam-no por meio de danças, de percussões africanizadas, de cantorias que conviveram com as imposições e perseguições do ritualismo cristão, ora mimetizando-se, ora afirmando-se como diferente, mas acima de tudo fazendo-se presente até os dias atuais.

Clique no link para ler o livro.

livroCMGerais2001JB.pdf

Fonte: Fundação Palmares
Livro Online
Agostinho Neto : Uma vida sem tréguas : 1922-1979

Um retrato biográfico do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto (1922-1979), completado por testemunhos inéditos de familiares e amigos, dão forma à obra “Uma Vida Sem Tréguas”, organizada pelo jornalista Acácio Barradas.
Para ler clique aqui

Requisitos para entrada de visitantes estrangeiros na África do Sul

PORTADOR DE PASSAPORTE BRASILEIRO:
Brasileiros não necessitam de visto até 90 dias (estudo, turismo e/ou negócios), basta apenas apresentar o passaporte com validade de até 1 (um) mês (da data de retorno ao Brasil), com pelo menos 2 (duas) páginas em branco e apresentar o CIV (Certificado Internacional da Vacina) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque.
Fonte: www.africadosul.org.br

 

Revista Palmares Ano 5 - Número 5
Agosto 2009 - Cultura Afro - Brasileira
Faça o download gratuito da Revista Palmares no site da Fundação Palmares
http://www.palmares.gov.br/

Elikia M'Bokolo
São Paulo, Salvador: Casa das Áfricas, Edufba, 2009
Este volume I da África Negra: História e Civilizações cobre o período menos conhecido da história africana e um dos mais difíceis de abordar. Ver-se-á neste livro que este tempo longo do passado africano foi talvez, em primeiro lugar, o das invenções contínuas, sob a forma de uma incessante bricolagem, de laboriosas adaptações ou de rupturas radicais.
À venda na Casa das Áfricas.

Para quando África: entrevista com René Holenstein
Joseph Ki-Zerbo
Rio de Janeiro: Pallas, 2006
O livro traz uma entrevista concedida pelo historiador Joseph Ki-Zerbo a René Holenstein, especialista em estudos africanos e em questões do desenvolvimento. Nesta obra Ki-Zerbo apresenta sua visão sobre questões como as armadilhas das teorias desenvolvimentistas e da globalização, ao mesmo tempo em que critica propostas de isolamento econômico e cultural.
http://www.pallaseditora.com.br/livro_c.php?id=...

Badge

Carregando...

Últimas atividades

Saddo Ag Almouloud postou um evento

lançamento do livro "Memórias Ancoradas em Corpos Negros", da Profa. Maria Antonieta Antonacci, da revistaProjeto História-Diásporas em Auditório TUC - PUC/SP

19 junho 2013 de 18 a 21
O Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora - CECAFRO/PUC-SP - tem o prazer de convidar para o lançamento do livro "Memórias Ancoradas em Corpos Negros", da Profa. Maria Antonieta Antonacci, da revistaProjeto História-Diásporas, publicação do Programa de Pós-Graduação em História da PUC-SP.Esperamos você para o  lançamento-coquetel nesta quarta-feira, 19, das 18h às 21h, no auditório do Tuca, na Rua Monte Alegre 1024…Ver mais...
11 horas atrás
jose mario martins ferreira curtiram o evento Arte Africana e Afro-brasileira de Baby Amorim
11 Jun
jose mario martins ferreira curtiram o evento Não somos racistas de Baby Amorim
11 Jun
Salomão Jovino da Silva compartilhou um perfil em Facebook
10 Jun
Elisabete Elias da Silva curtiu o vídeo de Sergio Souto
10 Jun
Elisabete Elias da Silva curtiu o vídeo de Baby Amorim
10 Jun
Gil Maciel comentou o evento 6º Ciclo de Conferências e Oficinas O Universo Negro Brasileiro - Sinergias e Convergencias das Culturas negras no Brasil - Barcelona 2013 de Gil Maciel
"Hola Baby Amorim, nao entendo muito bem o que vc diz com bolça para participar. Se vc quiser te envio um convite da nossa Asociaçao que organiza o evento, nossa dificuldade é que nao temos apoios do Min. Relaçoes…"
9 Jun
Baby Amorim comentou o evento 6º Ciclo de Conferências e Oficinas O Universo Negro Brasileiro - Sinergias e Convergencias das Culturas negras no Brasil - Barcelona 2013 de Gil Maciel
"Olá Gil, é muito difícil conseguir uma bolsa para participar? abs Baby"
9 Jun
Gil Maciel postou um evento

6º Ciclo de Conferências e Oficinas O Universo Negro Brasileiro - Sinergias e Convergencias das Culturas negras no Brasil - Barcelona 2013 em Consulado Geral do Brasil em Barcelona

10 julho 2013 às 19 a 14 julho 2013 às 22
O evento cultural O Universo Negro Brasileño – Sinergias e Convergencias das Culturas Negras no Brasil organizado pela Associação Cultural de Capoeira Angola Vadiação desde o ano 2008 na cidade de Barcelona, têm como objetivo geral estimular práticas associativas, artísticas e culturais, utilizando a capoeira e outros processos criativos da cultura Afro-brasileira como ferramentas de socialização, expressão, valorização e difusão da Cultura Afro-brasileira e do idioma português (BR) na cidade…Ver mais...
5 Jun
Paulo Cezar Borges Martins compartilhou um perfil em Facebook
3 Jun
Baby Amorim adicionou uma discussão ao grupo Afro-latinos
Miniatura

População afrodescendente na America Latina

Conheça o site Afrodescendentes da PNUD. Muitas informações e materiais sobre a população afrodescendente na América Latina. http://www.afrodescendientes-undp.org/Ver mais...
3 Jun
Posts no blog por israel de oliveira

Um viva para nossA linda, maravilhosa e deliciosa democracia racial tupiniquim...!!

Racismo velado...!?? O racismo só é velado para o indivíduo mal informado ou para aquele que se locupleta com esse legado. Velado, que eu saiba, é o corpo negro estendido no chão, levado pelo camburão e excluído em qualquer situação. Não existe racismo velado, visto que ele está até…Ver mais...
3 Jun
Nkuwu-a-Ntynu Mbuta Zawua curtiram o evento Semana da África 2013 de Saddo Ag Almouloud
22 Maio
Ellen Araújo Nunes de Souza curtiram o evento Semana da África 2013 de Saddo Ag Almouloud
15 Maio
irene izilda da silva compartilhou o grupo de Saddo Ag Almouloud em Facebook
14 Maio
irene izilda da silva compartilhou o evento de Saddo Ag Almouloud em Facebook
14 Maio
irene izilda da silva curtiram o evento Semana da África 2013 de Saddo Ag Almouloud
14 Maio
Ícone do perfilirene izilda da silva, Rosemberg Ferracini e Silvia Maria Lima Candido Vieira estão participando do evento de Saddo Ag Almouloud
Miniatura

Semana da África 2013 em Ver o cartaz

24 maio 2013 às 19 a 30 maio 2013 às 22
Favor divulgar e venha participarVer mais...
14 Maio
Rosemberg Ferracini curtiram o evento Semana da África 2013 de Saddo Ag Almouloud
14 Maio
Saddo Ag Almouloud postou um evento
Miniatura

Semana da África 2013 em Ver o cartaz

24 maio 2013 às 19 a 30 maio 2013 às 22
Favor divulgar e venha participarVer mais...
14 Maio

Dica de Blogs e Sites

A Cor da Cultura
A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.
http://www.acordacultura.org.br/

Afro-Latin Americans
Site com série de 5 vídeos sobre afrolatinos de Honduras, República Dominicana, Brasil, Cuba e Colômbia
Clique aqui
 
 
Ballet Folclórico da Bahia
O BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA (BFB), única companhia de dança folclórica profissional do país, foi criado em 1988 por Walson Botelho e Ninho Reis e apresenta, desde então, um significativo currículo de atividades, especialmente os prêmios e turnês nacionais e internacionais, além de um considerável prestígio refletido na resposta do público e da crítica especializada.
http://www.balefolcloricodabahia.com.br

Bamanan
Língua e Cultura Bambara (em francês)
http://www.bamanan.org/

Blog Terreiro de Mauá
Terreiro de Maua

Casa das Áfricas
Espaço cultural e de estudos sobre sociedades africanas
Clique aqui

Casa de Cultura da Mulher Negra
Programas Desenvolvidos pela CCMN:
Violência doméstica, racial e sexual Por uma Educação sem Discriminação
Comunicação
Centro de Documentação e Pesquisa Carolina de Jesus
Capacitação de Mulheres e Adolescentes Negras
Geração de Renda & Resgate Cultural
Casa de Cultura da Mulher Negra

Costa da Mina

Este sítio disponibiliza uma seleção de fontes europeias, em língua original com tradução para o português, referentes às práticas religiosas desenvolvidas na Costa da Mina, entre 1600 e 1730, um dos períodos de maior intensidade no tráfico atlântico de escravos. O projeto pretende contribuir para a democratização de documentos de difícil acesso e estimular a pesquisa sobre a história da África, no Brasil e alhures.

Clique aqui - Costa da Mina

 

Donaba
Site Francês sobre Cultura Malinkê.
Clique aqui

Fundação Cultural Palmares
Formula e implanta políticas públicas que têm o objetivo de potencializar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento, a partir de sua história e cultura.
Clique aqui

Géledes Instituto da Mulher Negra
Organização política de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras, em particular, e da comunidade negra em geral.
http://www.geledes.org.br/

Ilú Obá De Min - Educação, Cultura e Arte Negra
www.iluobademin.com.br
 
  
Kitabu - Livraria Negra
Um lugar de encontro da expressividade literária afro-brasileira.
Kitabu

Laframenta
Site na web de vídeos musicais de Angola,Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe: Clique aqui


Mazza Edições
MAZZA EDIÇÕES reflete em seu catálogo o empenho de escritores e leitores, que acreditam na construção de uma sociedade baseada na ética, na justiça e na liberdade. Acreditando nisso, a MAZZA EDIÇÕES investiu na publicação de autores / autoras negro(a)s e de livros que abordam os diversos aspectos da cultura afro-brasileira relacionada, por sua vez, a um largo segmento das populações excluídas no Brasil.
Mazza Edições

Museu Afro Brasil
O Museu Afro Brasil é uma instituição administrada pela Associação Museu Afro Brasil, qualificada como OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e tem o apoio, através de Termo de Parceria, com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e com supervisão da Divisão de Iconografia e Museus – DIM / DPH.
A implantação do Museu em 2004 se deu com recursos de patrocínio da Petrobrás, com incentivos da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura – MinC. A gestão do projeto foi de responsabilidade do Instituto Florestan Fernandes – IFF, por meio de termo de colaboração com a Secretaria Municipal de Cultura – SMC.
O Museu mantém uma equipe interdisciplinar de consultores, especialistas em museologia, história, antropologia, artes e educação e equipes operacionais e administrativas, que dão suporte ao trabalho realizado. A coordenação do trabalho é feita pelo curador Emanoel Araújo.
O Museu Afro pode ser acessado por todos, tem entrada gratuita, tem tratamento didático nos seus conteúdos, o acolhimento é parte da estrutura didática do Museu e ele está concebido no âmbito das políticas públicas, com financiamento público (seja diretamente pela Prefeitura ou por incentivos fiscais na área cultural), sem descartar contribuições privadas.
O Museu Afro Brasil também conta com a Associação Museu Afro Brasil para viabilizar os seus projetos através da captação de recursos, apoios e patrocínios.
http://www.museuafrobrasil.com.br/index_01.asp

Musée Dapper
Desde a sua criação em 1986, o museu Dapper contribuiu para o conhecimento das artes africanas com a concepção de mais de quarenta exposições. Pelo rigor e cuidado dos seus trabalhos aposta nos espaço do museu Dapper, que organiza uma ou duas grandes exposições temporárias cada ano e tornou-se um dos principais lugares em Paris onde pode-se admirar os melhores exemplares da escultura africana.
http://www.dapper.com.fr/

Nosso Coletivo
NOSSO COLETIVO, grupo criado a partir do "Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas Raciais" que, em 2009, surgiu em reação à ADPF* movida no Supremo* pelo partido DEMOcratas contra o "Sistema de Cotas para Negr@s" da Universidade de Brasília.
A partir da resposta de luta à tentativa de boicote a essa importante conquista do povo negro brasileiro, passamos a discutir e lutar de forma geral em prol dessa significativa política de ação afirmativa e nas demais questões concernentes à questão racial e social

Nosso Coletivo

Revista África e Africanidades

A Revista África e Africanidades, periódico eletrônico, publicado trimestralmente pela Timbuktu Editora, veiculada única e exclusivamente através dos sites www.africaeafricanidades.com e www.africaeafricanidades.com.br, recebe textos inéditos nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras, Artes e temas multidisciplinares de caráter opinativo, fundamentados em revisão de literatura ou de caráter científico, fundamentados em pesquisas e/ou relatos de experiências.
http://www.africaeafricanidades.com/index.html

Sauti Yetu Brasil
Sauti Yetu ("nossa voz" em Swahili) Gorée é uma rede de ativistas da África e da diáspora criada em Julho de 2008 em Gorée (ilha senegalesa usada pelos europeus como entreposto de escravos por mais de 300 anos). O intuito da rede é favorecer que jovens negros(as) implementem, conjuntamente, projetos auto-sustentáveis em comunidades de países do continente e de fora dele. A venda de camisetas com imagens de líderes de africanos(as) e diaspóricos(as) constitui a 1a. forma de arrecadação do SYG para promover intercâmbios entre África e diáspora.
http://sautiyetugoree.blogspot.com/

Seppir
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) foi criada pelo Governo Federal no dia 21 de março de 2003. A data é emblemática: em todo o mundo, celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A criação da Secretaria é o reconhecimento das lutas históricas do Movimento Negro Brasileiro. A missão da Seppir é estabelecer iniciativas contra as desigualdades raciais no País. Seus principais objetivos são:
· Promover a igualdade e a proteção dos direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos afetados pela discriminação e demais formas de intolerância, com ênfase na população negra;
· Acompanhar e coordenar políticas de diferentes ministérios e outros órgãos do Governo Brasileiro para a promoção da igualdade racial;
· Articular, promover e acompanhar a execução de diversos programas de cooperação com organismos públicos e privados, nacionais e internacionais;
· Promover e acompanhar o cumprimento de acordos e convenções internacionais assinados pelo Brasil, que digam respeito à promoção da igualdade e combate à discriminação racial ou étnica;
· Auxiliar o Ministério das Relações Exteriores nas políticas internacionais, no que se refere à aproximação de nações do Continente Africano;
A Seppir utiliza como referência política o programa Brasil sem Racismo, que abrange a implementação de políticas públicas nas áreas do trabalho, emprego e renda; cultura e comunicação; educação; saúde, terras de quilombos, mulheres negras, juventude, segurança e relações internacionais. A criação da Seppir reafirma o compromisso com a construção de uma política de governo voltada aos interesses reais da população negra e de outros segmentos étnicos discriminados.
www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/sobre/

Som Negro Músicas Africanas e de Influência Africana
http://somnegro.wordpress.com/

Quilombhoje Literatura
Dentre as várias propostas do Quilombhoje estão as de incentivar a leitura e dar visibilidade a textos e autores afro-descendentes.
http://www.quilombhoje.com.br/

Espaço de debates e divulgação de pesquisas e outras formas de conhecimentos e artes que valorizam as culturas africanas e afro-brasileiras.

Música

Carregando...

Notas da Radiola

Série Construtores do Brasil - Zumbi dos Palmares TV Cãmara

 Herói da resistência à escravidão
Zumbi nasceu em uma das aldeias do então Quilombo de Palmares, entre Pernambuco e Alagoas, provavelmente em 1655, e foi morto na atual Serra dos Dois Irmãos, em Viçosa (AL), em 20 de novembro de 1695.
Zumbi é símbolo da penosa e brava luta dos negros contra a escravidão. Como uma espécie de rei do Quilombo de Palmares, incentivou a fuga dos escravos e enfrentou várias expedições de extermínio até retirar-se para a guerrilha. Traído, foi morto numa emboscada.

 

Especial TV Brasil Abolição
Os comentários são respectivamente dos historiadores: Claudia Heynemann
Carla Lopes, Vitor Fonseca, do representante do Conselho de Direitos Humanos da OAB - Renato Ferreira, da doméstica Rosalina Silva, do ator Alexandre Silva e da aposentada Mariana Silva.
Produção: Eliane Benício


Asibonanga

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang' uMandela thina (We have not seen Mandela)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'ehleli khona (In the place where he is kept)

Oh the sea is cold and the sky is grey
Look across the Island into the Bay
We are all islands till comes the day
We cross the burning water

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang' uMandela thina (We have not seen Mandela)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'ehleli khona (In the place where he is kept)

A seagull wings across the sea
Broken silence is what I dream
Who has the words to close the distance
Between you and me

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang' uMandela thina (We have not seen Mandela)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'ehleli khona (In the place where he is kept)

Steve Biko

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang 'umfowethu thina (we have not seen our brother)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'wafela khona (In the place where he died)

Victoria Mxenge

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang 'umfowethu thina (we have not seen our brother)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'wafela khona (In the place where he died)

Neil Aggett

Hey wena (Hey you!)
Hey wena nawe (Hey you and you as well)
Siyofika nini la' siyakhona (When will we arrive at our destination)

Asimbonanga (We have not seen him)
Asimbonang 'umfowethu thina (we have not seen our brother)
Laph'ekhona (In the place where he is)
Laph'wafela khona (In the place where he died)

Raquel Trindade, folclorista, declama o poema "Trem sujo da Leopoldina", de autoria de seu pai, Solano Trindade - um dos grandes poetas brasileiros, e o primeiro a escrever especificamente para o público negro do Brasil. Extraído do documentário "Geraldo Filme"

Tambor de Crioula - Trecho de vídeo institucional produzido para o IPHAN dentro do processo de registro da manifestação do Tambor de Crioula como patrimônio imaterial do Brasil

Hino da África do Sul
Nkosi Sikeleli Africa

Nkosi Sikelel' iAfrika
Versão Xhosa

Nkosi Sikelel' iAfrika
Maluphakanyisw' uphondo lwayo
Yiva imathandazo yethu
Nkosi Sikelela Nkosi Sikelela

Nkosi Sikelel' iAfrika
Maluphakanyisw' uphondo lwayo
Yiva imathandazo yethu
Nkosi Sikelela
Thina lusapho lwayo.

Chorus
Yihla moya, yihla moya
Yihla moya oyingcwele
Nkosi Sikelela
Thina lusapho lwayo.
(Repeat)

Morena Boloka Sechaba sa Heso
Versão Sesotho

Morena boloka sechaba sa heso
O fedise dintwa le matshwenyeho,
Morena boloka sechaba sa heso,
O fedise dintwa le matshwenyeho.
O se boloke, o se boloke,
O se boloke, o se boloke.
Sechaba sa heso, Sechaba sa heso.
O se boloke morena se boloke,
O se boloke sechaba, se boloke.
Sechaba sa heso, sechaba sa heso.

Ma kube njalo! Ma kube njalo!
Kude kube ngunaphakade.
Kude kube ngunaphakade!

Nkosi sikelel' iAfrika
Versão Zulu

Nkosi, sikelel' iAfrika,
Malupnakanyisw' udumo lwayo;
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela,
Nkosi sikelela,

Nkosi, sikelel' iAfrika,
Malupnakanyisw' udumo lwayo;
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela,
Nkosi sikelela,

Woza Moya (woza, woza),
Woza Moya (woza, woza),
Woza Moya, Oyingcwele.
Usisikelele,
Thina lusapho lwayo.

Deus abençoe a África
Que suas glórias sejam exaltadas
Ouça nossas preçes
Deus nos abençoe, porque somos seus filhos

Deus, cuide de nossa nação
Acabe com nossos conflitos
Nos proteja, e proteja nossa nação
À África do Sul, nação África do Sul

Fórum

Geledes - A comunidade das belezas

Iniciado por Epitacio Andrade. Última resposta de Jupiara Lima Michel 8 Maio. 2 Respostas

Venho a convidar a todos a prestigiar esse projeto que visa divulgar a beleza negra na periferia que desenvolvo buscando e captando imagens realizando um projeto fotográfico e cultural que e mostrar…Continuar

Tags: https://www.facebook.com/GeledesAComunidadeDasBelezas

Educação Quilombola

Iniciado por Jean Carlos Barbosa dos Santos. Última resposta de irene izilda da silva 7 Dez, 2012. 4 Respostas

Olá povo, estou estudando educação em comunidades remanescente quilombola.Quais as indicações?Em que podem me ajudar?Continuar

Sarau

Iniciado por Valéria Maria de Abreu. Última resposta de Valéria Maria de Abreu 13 Nov, 2012. 1 Resposta

Declamando Solano TrindadeContinuar

TCC-UFSJ- MG

Iniciado por Valéria Maria de Abreu. Última resposta de Valéria Maria de Abreu 13 Nov, 2012. 4 Respostas

Abraçar a causa , levantar novas bandeiras, assuntos, artigos, no que diz respeito da diversidade em sla de aula.A mídia exerce forte influência para que possamos expressar nossa histéorias, lutas, e…Continuar

Monteiro Lobato... Eis a questão

Iniciado por Baby Amorim. Última resposta de Baby Amorim 13 Set, 2012. 11 Respostas

Aberto fórum para o debate sobre o racismo na obra de Monteiro Lobato.O que pensa os habitantes da Rede Aruanda sobre o assunto? Continuar

VÍDEO O PERIGO DE UMA ÚNICA HISTÓRIA

Iniciado por patricia scheffer 28 Ago, 2012. 0 Respostas

Acessei o site…Continuar

Tema para trabalhar África

Iniciado por patricia scheffer 28 Ago, 2012. 0 Respostas

Boa tardesou professora de informática educacional em uma escola pública, em JOinville, Santa Catarina, quero saber se existe uma preocupação ou uma idéia central para explanar com alunos de ensino…Continuar

lei 10.639

Iniciado por Salomão Jovino da Silva. Última resposta de Girlene Alves Pereira 10 Mar, 2012. 59 Respostas

O que voce sabe sobre a lei 10.639?Voce tem conhecimentos da sua aplicação na sua escola, faculdade, cidade?Continuar

Recursos e Manutenção da rede

Iniciado por Baby Amorim. Última resposta de Otacílio de Souza 7 Mar, 2012. 8 Respostas

Este fórum foi iniciado para discutirmos a manutenção da rede. As idéias serão bem-vindas. O habitante Isidorio deu a sugestão de termos 12 mantenedores da rede. Ele e eu já seremos dois dos…Continuar

Membros

Dicas da Aruanda

Estatuto da Igualdade Racial On Line

Clique no link http://www.njobs.com.br/seppir/pt/

 

 

 

O mar de Manu, terceiro livro para todas as idades, de Cidinha da Silva, é um conto pleno de poesia e imagens. São pequenas histórias de sabedoria narradas no fluxo de um dia e uma noite vividos por Manu. A gente de Minas Gerais, assim como Manu, menino oriundo de algum lugar entre o Mali, o Níger e o Burkina Faso, precisa inventar o mar. As características geográficas desses lugares levam seus moradores a produzir metáforas sem água para representar o infinito. É o que faz Manu, personagem que aprendeu a sonhar com a mãe. Cidinha da Silva, desta feita em um texto curto, prossegue no caminho da escritura em linguagem simples e direta que dialoga com as instâncias mais sensíveis do leitor. O mar de Manu é a primeira publicação da Kuanza Produções, uma editora dedicada à formação do leitor literário e à ampliação do espaço editorial para as africanidades no Brasil.

Texto retirado do site: http://www.libre.org.br/titulo_view.asp?ID=10765

 

Sinopse:
A educadora musical, professora e coordenadora do Colégio Vértice Lilian  Abreu Sodré realizou uma pesquisa primorosa para o Projeto África da escola.  O resultado está neste livro. São doze canções tradicionais de sete países africanos, com sugestões de atividades que envolvem canto, instrumentação,  brincadeiras cantadas e dança. Ao trabalhar com este livro em sala de aula, o professor de música, educação artística e Educação Infantil e Ensino Fundamental ensinará aos alunos não só a melodia das canções mas também as letras originais, com a respectiva transliteração, e poderá ampliar o trabalho com informações sobre o ambiente cultural mais amplo em que a experiência musical ocorre. O professor encontrará, ainda, orientações sobre como usar instrumentos musicais africanos e indicações de como fazer, junto com os alunos, instrumentos musicais com material reutilizável, além de partituras e glossário.

O livro é acompanhado por CD (produção musical, arranjos, gravação e voz de Clotilde Saporito) com catorze músicas e os playbacks para uso em sala de

aula. 

Selecionado para o catálogo da Feira de Bolonha de 2011.

Orelha:
Acompanho o trabalho da professora Lilian Sodré desde que começou no Colégio Vértice, em 1997, com muita admiração pela sua seriedade profissional. Suas aulas são sempre antecedidas de pesquisa e formatação pedagógica e trazem invariavelmente novidades em termos de material e suporte.  Nos projetos executados pelo Colégio, envolvendo entre outras as culturas do Oriente Médio e do Japão, Lilian tem se esmerado em ensinar aos alunos não só a melodia das canções mas também as letras originais e sobre o ambiente cultural mais amplo em que a experiência musical se assenta e interage. Quando propusemos a África como tema do projeto anual de 2009, Lilian realizou uma pesquisa primorosa para trazer com riqueza a cultura musical africana para nossos alunos. Foi um trabalho intenso, pois quase nada existia, no Brasil, que pudesse ser utilizado para o ensino de música africana nas escolas. O material deste livro, resultado do Projeto África de 2009, por ser inédito e único sobre a cultura musical africana, servirá não só como rica ferramenta para todos os interessados em utilizá-lo em sala de aula mas também para aqueles que queiram conhecer a diversidade cultural africana expressa em suas músicas.

Walkiria Gattermayr Ribeiro

Educadora e Diretora do Colégio Vértice

 

Sinopse - A enxada e a lança - A África antes dos portugueses - Alberto da Costa e Silva

Baseado em ampla pesquisa bibliográfica e na experiência de quinze anos de exercício da diplomacia em terras africanas, este livro é, como explica o autor, 'um manual que serve como introdução ao conhecimento da África' e se configura um clássico no estudo do africanismo no Brasil.

A enxada e a lança - A África antes dos portugueses - Alberto da Costa e Silva

ASPECTOS DA HISTÓRIA DA ÁFRICA, DA DIÁSPORA AFRICANA E DA ESCRAVIDÃO   
SOB A PERSPECTIVA DO PODER EUROCÊNTRICO

 

Autor: Eduardo Antonio Bonzatto

Ícone Editora

Coleção Conhecimento e Vida

ISBN 978-85-274-1146-2

16 x 23 cm

352 páginas

0,500 Kg

R$ 45,00 

 

 Link:  Livro no site Ícone Editora 

 

RESENHA: Esta obra norteada pela hipótese de que o poder eurocêntrico (ou “sistema-mundo”, traduzido basicamente por termos tão universais quanto desenvolvimento, progresso, direitos, ecologia e que implica em efeitos colaterais tão familiares como pobreza, hierarquia, obrigações, destruição do meio ambiente) degenera todas as relações sociais estabelecendo uma “pirâmide de pequenos tiranos” onde quer que se instale. O autor faz, ainda, excelentes digressões sobre aspectos importantes sobre as questões epistemológicas da História, propondo uma abordagem hermenêutica da História. Mostra a História da África, sob o aspecto do poder europeu, em três momentos chave para entendermos os seus desdobramentos: a invasão, dada por portugueses e holandeses no século XV e XVI, efetuada por potencias marítimas armadas da cruz e da espada; a ocupação, efetuada pelos movimentos imperialistas e colonialistas do século XIX, que solucionavam dois problemas internos à sua própria dominação salvacionista contra os proletariados nacionais; e a colonização definitiva, implementada pelos movimentos emancipatórios e pós coloniais dos anos 1950 em diante, caracterizados pelo modelo de Estado-nação desenvolvimentista. Apresenta ainda uma preciosa abordagem sobre como a diáspora levou a cultura africana para onde foram levados os homens e mulheres capturados e a escravidão instalou no novo mundo uma marca que jamais poderá ser removida. Finaliza com um excelente estudo sobre a escravidão africana. 


FICHA TÉCNICA
Título: Ingoma, o menino e o tambor – a tradição do batuque de umbigada
Autor: Lucas Puntel Carrasco
Ilustrações: Daniel Ribeiro e José Agustin Carrasco Mandeville
20 páginas
Formato: 16 x 23 cm
Editora: Puntel Editorial
Ano de publicação: 2010


SINOPSE DE INGOMA, O MENINO E O TAMBOR
Olhar para trás com orgulho e respeito. É esta a mensagem que crianças e jovens pelo interior de São Paulo são estimuladas a ler nas páginas de Ingoma – o Menino e o Tambor. A obra foi inspirada na convivência com o mestre de Batuque Vanderlei Bastos, de Piracicaba (SP), como também na vivência do autor, Lucas Puntel Carrasco, que caipira de Rio Claro (SP) e afro-descendente cresceu vaquejando em sua infância naquele município.
De um jeito simples, Ingoma apresenta o menino Dito, que vive em uma comunidade negra na periferia de Piracicaba. Ele descobre a tradição do Batuque de Umbigada, ou Tambu, sempre cultivado no quintal por sua avó e por velhos mestres dos sítios da vizinhança e cidades como Tietê e Capivari – cuja comunidade quilombola, certificada pela Fundação Palmares em março de 2007, traz consigo um legado de resistência, organização e, sobretudo, conquista ao direito da terra.
Com prefácio de Zé Hamilton Ribeiro, editor-chefe do Globo Rural, e contra-capa assinada pelo sambista Nei Lopes, agraciado com a Ordem do Mérito Cultural e autor do Dicionário Banto do Brasil e Enciclopédia da Diáspora Africana, o romance prioriza culturas em vias de extinção – caipira e quilombola – além de ser conduzido por proponente de relevância na área (escritor afro-descendente de origem caipira premiado no PAC 2006 (Secretaria de Estado da Cultura) pelo livro infanto-juvenil Pindá, a menina do mar: sonetos para uma infância caiçara.
Considerando que a lei federal nº 10.639, de janeiro de 2003, torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira; que, em seu esteio, inúmeros cursos vêm sendo oferecidos para formar educadores capacitados no assunto; que, a exemplo do município mineiro Carmo do Rio Claro (MG), o projeto “Vida Rural” oficializou na grade curricular o caipirês, matéria sobre linguagem, crendices, música e medicina popular caipira; nesse sentido o livro Ingoma, tanto no conteúdo do miolo como em seu suplemento pedagógico, resgata e valoriza os costumes e as tradições caipira e afro-brasileira; ou melhor, “afro-caipira”. Com isso, transmite esse fundamento para crianças e jovens dos ensinos fundamental e médio, promovendo assim sua continuidade.

SOBRE O AUTOR
Lucas Puntel Carrasco nasceu no Natal de 1979 em Rio Claro (SP). Trabalha em São Paulo com revisão de texto e assessoria editorial. Publicou Pindá, a menina do mar – sonetos para uma infância caiçara, que em 2007 lhe rendeu o prêmio ProAC.
Editor e pesquisador do songbook PretoBrás, o livro de canções e histórias de Itamar Assumpção, o autor também publicou na revista Cronopinhos o conto ecológico Dulenega – um gosto de fábulas no mar de gatos, sobre lendas dos índios caribenhos kuna-yala.


Kiusam de Oliveira
Preço sugerido: R$28,00

Omo-Oba é uma ótima pedida para presentear crianças de todas as idades, todas mesmo, de 0 a 100 anos. É voltado para você que se preocupa em revelar às suas crianças a diversidade presente neste país e o quanto ela deve ser valorizada.

As histórias deste livro mostram como princesas se tornaram, mais tarde, rainhas. São histórias de fontes tradicionais contadas e recontadas pelo povo africano e afrobrasileiro, nas quais uma mulher chamada Oduduwá criou o planeta Terra e, se uma mulher teve esta capacidade, o poder certamente está com ela.

Ceará
Littere Editora
Rua Capitão Hugo Bezerra, 376, Barroso, Fortaleza
Fone: (85) 3274-0111

Goiás
MF Comércio de Livros LTDA
Rua Setenta, 124, Centro, Goiânia
Fone: (62) 3224-0272

Rio de Janeiro
ECM Distribuidora de Livros LTDA
Rua Pareto, 23, Tijuca, Rio de Janeiro
Fone: (21) 2264-2815

São Paulo
Casa de Livros
Rua Vitorino de Morais, 44, Chácara Santo Antônio, São Paulo
(11) 5189-8080

Minas Gerais
Mazza Edições
Fone: (31) 3481-0591
edmazza@uai.com.br

Também poderá comprar nas livrarias online como http://www.saraiva.com.br/, mas a entrega demora cerca de 16 dias, conforme eles informam no próprio site.
Sobre a escritora:
Kiusam de Oliveira
Santo André, São Paulo, Brazil
Doutora em Educação e Mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Arte educadora, bailarina e coreógrafa. Ativista do Movimento Negro. Assessora da Secretaria de Cultura de Diadema nas temáticas ligadas às artes, gênero e relações etnicorraciais; o mesmo com a Educação. Autora do livro Omo-Oba: Histórias de Princesas, Mazza Edições, 2009. Ilustrações de Josias Marinho, recomendado pela FNLIJ para Bologna Children's Book Fair 2010.


A Casa das Africas recomenda: ''Mocambique'' de Jose Luis Cabaço

''Moçambique: Identidade, colonialismo e libertação'' de José Luis Cabaço
Depois de 30 anos fora da academia, José Luís Cabaço, antigo jornalista, ativista e ministro, voltou à universidade para se doutorar com distinção e louvor pela USP. O trabalho rendeu-lhe o Prêmio de Melhor Tese de Doutorado no Concurso Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais) e foi publicado pela Editora Unesp. A obra, nas palavras do seu autor, procura fazer uma análise do tempo colonial até a Independência, incidindo nas ideologias que se expressam nas políticas de identidade enunciadas em diferentes momentos. Há também uma abordagem crítica às 'ideias luso-tropicalistas' de Gilberto Freyre e, finalmente, uma viagem à luta de libertação nacional com uma análise crítica à propo sta identitária nacional da Frelimo. Cabaço esteve presente na luta emancipadora de Moçambique. Também ajudou na transformação de seu país após a proclamação da independência em 1975, assumindo diversas responsabilidades no governo, inclusive cargos ministeriais.

Encontre o livro: http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=1097
Sobre o autor – José Luís Cabaço é moçambicano e doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo. Participou na luta pela independência do seu país nas fileiras da Frente de Libertação de Moçambique. Após a proclamação da independência em 1975, assumiu diversas responsabilidades no governo e nas instituições políticas, até se retirar do serviço público em 1992. Foi professor convidado na Universidade Politécnica de Moçambique e hoje é reitor da Universidade Técnica de Moçambique.

Literaturas africanas e afro-brasileira na prática pedagógica
Iris Maria da Costa Amâncio, Nilma Lino Gomes, Miriam Lúcia dos Santos Jorge

Sinopse
Integrante da Coleção Cultura Negra e Identidades, este livro propõe ao docente uma postura pedagógica mais responsável, que privilegie o diálogo intercultural e supere preconceitos e estereótipos. Para isso, as autoras mostram ao professor e à professora as contribuições das Literaturas africanas e afro-brasileira na prática pedagógica.
O universo literário africano como ferramenta para a efetivação da Lei nº 10.639/03 é o cerne deste livro que parte da necessidade de uma educação da diferença para apresentar aos leitores quais são as pesquisas que caminham nesse sentido no campo educacional e chamar a atenção para a importância de investir na educação como direito social.
Até quando os cursos de Pedagogia e de licenciatura continuarão negando ou omitindo a inclusão do conteúdo da Lei nº 10.639/03 nos seus currículos? O que fazer diante das lacunas que comprometem a implantação dessa Lei? Essas são algumas das questões tratadas neste livro que busca analisar como têm sido os cursos de formação inicial de professores quando o assunto é a discussão sobre África e questão afro-brasileira.

Nilma Lino Gomes
É doutora em Antropologia social pela USP e professora adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. É coordenadora do Programa Ações Afirmativas na UFMG e membro da equipe do Programa Observatório da Juventude pela mesma universidade. Possui vários livros sobre questão racial.
Ficha Técnica do Livro
Páginas: 168
Formato: 15,5 x 22,5 cm
Editora: Autêntica
ISBN: 9788575263013
Código: 10153
Área temática: Educação em geral
Coleções: Cultura negra e identidades

Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar
Autora: Neusa Baptista Pinto
Ilustrações: Nara Silver

Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceita-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

Sobre a autora
Neusa Baptista Pinto, 31 anos, é jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” é sua primeira aventura literária publicada. O livro integra seu projeto “Pixaim: Nem bom, nem ruim – Apenas diferente”, cujo objetivo é estimular a valorização do cabelo crespo. Natural de Lençóis Paulista (SP), há 20 anos vive em Cuiabá, Mato Grosso.

Sobre a ilustradora
Nara Silver, 21 anos, é formada em Moda pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Mato Grosso do Sul. Natural de Goiânia (GO), trabalha como estilista, designer gráfico e ilustradora. Também vive em Cuiabá, Mato Grosso.

Autora: Neusa Baptista Pinto
Edição: 1ª
Data de Publicação: 2007
ISBN: 978-85-89560-17-7
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Editora: TantaTinta
(65)3023-5714/5715 - contato@tantatinta.com.br

Rotas atlânticas da diáspora africana: da Baía de Benin ao Rio de Janeiro
Editora EdUFF - 316 páginas
Mariza de Carvalho Soares (org.)

(www.uff.br/eduff)

Rita, escrava mina, comprou sua alforria com os lucros do seu ofício de quitandeira. João Mina alcançou a liberdade graças à esperteza de uma preta que o ajudou a fugir, enquanto Maria mina a conseguiu com a ajuda de sua comadre. O que eles têm em comum? Vindos da Costa da Mina, litoral ocidental africano, estes escravos conseguiram se libertar do cativeiro e tornarem-se visíveis aos olhos da sociedade. Organizado pela historiadora Mariza Soares, Rotas atlânticas da diáspora africana reúne artigos que analisam a presença da chamada nação mina no cenário urbano do Rio de Janeiro. Preocupados em costurar as pistas de como viviam esses escravos, os autores mostram que estão bem afinados com a mais nova tendência nos estudos da escravidão: sobre a dispersão pela América de milhares de pessoas vindas de diversas regiões da África. Impossível não se deixar seduzir pelas histórias das irmandades religiosas e pelo tempero e o prestígio das negras minas quitandeiras.

(Amanda Alvarenga)

Devoção negra: santos pretos e catequese no Brasil colonial
Editora Quartet, 368 PÁGINAS
Anderson José Machado de Oliveira

(www.quartet.com.br)

Que fios misteriosos podem ligar uma princesa da Núbia do século I e um imperador etíope do século VI a irmandades negras brasileiras do XVIII? O livro de Anderson José Machado de Oliveira percorre com rigor investigativo estes fios, que de invisíveis e improváveis tornam-se evidentes e claros, abrindo frestas sobre a sociedade colonial, suas formas de catequese e devoção, e suas relações de poder. Ao longo dos mesmos fios, que fazem dos santos pretos Efigênia e Elesbão modelos de virtude para africanos e descendentes, são analisados os principais nós: a hagiografia medieval, a Ordem do Carmo, que se apropria dos dois nobres antigos, e seu cronista, frei José Pereira de Santana, objeto de um interessante estudo de micro-história.
Entre eficácia e limites do projeto de catequese e a criatividade da população negra, o que salta aos olhos é uma sociedade em movimento que reconstrói continuamente valores e papéis. (por Marcello Scarrone)

Adinkra vem em boa hora destacar o universo filosófico e estético asante que se tornou patrimônio do país de Gana e que depois viajou ao outro lado do mundo. Ao reunirem os símbolos adinkra, os organizadores deste volume nos propiciaram um recurso exemplar que muito contribuirá para fertilizar o terreno da consciência sobre as cosmovisões da África continental e o seu significado para o Brasil e para as sociedades do hemisfério americano. Em português, inglês, francês e espanhol.
Livro de Elisa Larkin Nascimento | Luiz Carlos Gá

Editora: Pallas

Em Diário de Bitita, Carolina Maria de Jesus, narra os dramas vividos durante sua infância e juventude na cidade de Sacramento, e mostra que os problemas sociais do início do século XX continuam os mesmos no século XXI.

Livro de Carolina Maria de Jesus
Editora: Bertolucci


Clássico contemporâneo da sociologia e dos estudos da cultura, 'O Atlântico negro', de Paul Gilroy, professor da Universidade de Yale, busca definir a modernidade a partir do conceito de diáspora negra e suas narrativas de perda, exílio e viagens. Histórias de deslocamentos e identidades caracterizam essa formação que Gilroy chama de Atlântico negro - um conjunto cultural irredutivelmente moderno, excêntrico, instável e assimétrico, que escapa à lógica estreita das simplificações étnicas e se manifesta tanto nos escritos de W.E.B. Du Bois como nas letras dos 'rappers' do século XXI.

BIOGRAFIA
Edison Carneiro foi um dos maiores estudiosos das origens e influências do negro
brasileiro. Formado em ciências jurídicas pela Faculdade de Direito da Bahia, em
1936, iniciou atividade de escritor e pesquisador, chegando a integrar a Academia dos
Rebeldes juntamente com Jorge Amado. Em 1939, fixou residência no Rio de Janeiro e
assinou obras importantes como Negros bantus (1937), O Quilombo dos Palmares (1947),
Folclore no Brasil (1963) e Religiões negras (1966).



O livro é da escritora negra mineira Cidinha da Silva que inaugura um novo estilo, a literatura infantil.
Cidinha da Silva é escritora e parceira de MARIA MULHER - Organização de Mulheres Negras. Desta vez, a mineira, historiadora, ensaista e ativista do movimento de mulheres negras devotou um olhar especial para as crianças e adolescentes e inspirada escreveu Os nove pentes d'África, seu primeiro livro de conto infanto-juvenil.
Este é o quarto livro de Cidinha da Silva que deve repetir o sucesso de vendas de suas obras anteriores.
A mais recente obra literária de Cidinha da Silva foi feita para o público infantil, mas terá, com certeza, leitura disputada pelos adultos. A história construída em 56 páginas, com ilustração da atriz Iléa Ferraz, é lançamento da Mazza Edições, editora de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na apresentação de seu novo livro, a escritora expressa que "Os nove pentes d'África" tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.
O livro de Cidinha da Silva cativa pelo universo das relações familiares, no respeito à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A autora faz sua estréia num campo de poucos autores dedicados a escrever histórias para crianças e adolescentes.
Estímulo necessário - A motivação, segundo a autora, veio de casa, da família "e em especial dos pequenos, uma sobrinha, com seis anos, em processo de alfabetização, soletrava as letras do Tridente - referência ao seu segundo livro Cada Tridente em seu lugar" -. Aquilo me comovia e angustiava. Expliquei que se tratava de um livro para adultos, por isso as letras eram pequenas e daí sua dificuldade para ler. Ela então me perguntou: "- Tia quando você vai escrever livros para crianças?".
Na indagação infantil o estímulo necessário para a escritora mergulhar nesse novo processo criativo. Cidinha da Silva está fascinada pela experiência. "Creio que ficarei neste este caminho por algum tempo. Estou determinada a ser lida pelos pequenos da minha casa, enquanto são pequenos, e fico felicíssima quando meus sobrinhos levam meus livros para a biblioteca da escola em que estudam, ou quando encontram meus livros por lá e vêm me contar. É delicioso sentir que eles têm orgulho de mim e agora poderão ler minha literatura sem esforço, apenas por prazer".
Outras publicações da autora - "Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras", de 2003, um livro de ensaios organizado por Cidinha da Silva com a parceria de sete outros autores e autoras. "Cada tridente em seu lugar", já em segunda edição (2006/2007), é o seu primeiro livro de ficção. Em 2008, Cidinha da Silva publica "Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor", um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, que gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor e do corpo.

African Studies Programs, Research Centers, & Universities
This document provides access to information available on the Internet. For a broader view of the study of Africa at institutions around the world and volunteer programs in Africa.
Programas de Estudos e Centro de Pesquisas & Universidades.
Este site fornece acesso a informações disponíveis na Internet.
O ojetivo é fornecer uma visão mais ampla sobre os estudos sobre África em instituições ao redor do mundo e programas voluntários em África.
http://www.columbia.edu/cu/lweb/indiv/africa/cuvl/afstprog.html

 

Fotos

Carregando...
  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

 

Tradutor - Clique e selecione o idioma desejado Translator - Click and select the desired language Traducteur - Cliquez et sélectionnez la langue souhaitée Translator - Klicken Sie auf und wählen Sie die gewünschte Sprache Traductor - Haga clic y seleccione el idioma deseado

 

 

 

 

 

Confira os diversos eventos por todo Brasil em EVENTOS.

 

 

NEA ONNIM NO SUA A, OHU - Quem não sabe, pode saber aprendendo

Todas as matérias publicadas anteriormente neste quadro, encontram-se no perfil: http://aruandamundi.ning.com/profile/NEAONNIMNOSUAAOHU
Sabedoria do Oeste Africano : Símbolos Adinkra & Significados

NEA ONNIM NO SUA A, OHU "Quem não sabe, pode saber aprendendo" símbolo do conhecimento, da instrução longa da vida e da procura continuada para o conhecimento Os símbolos africanos conhecidos como Adinkra estão presentes no Gana, país do oeste Africano, situado entre a Costa do Marfim e Togo. Em roupas e paredes, em cerâmica e logotipos, os símbolos dos Asantes podem ser encontrados em todos os lugares.

 

Tropa diferente

Uma milícia formada por negros livres se destacou como o mais garboso de todos os corpos militares de Pernambuco.

Kalina Vanderlei Silva

2/3/2011
  • Detalhe de um ex-voto de 1709 representando a Guerra Holandesa no século XVII. Em destaque, a participação dos henriques.

    Detalhe de um ex-voto de 1709 representando a Guerra Holandesa no século XVII. Em destaque, a participação dos henriques.


     

 

 

A cobiça pelas riquezas do Brasil, em especial o açúcar, foi o que levou os senhores de engenho de Pernambuco a deflagrarem a chamada Guerra de Restauração a partir de 1645. Isso porque a Companhia das Índias Ocidentais, uma empresa holandesa, havia ocupado a capitania – assim como outras no norte do Brasil – entre 1630 e 1654, valendo-se dos serviços de um exército mercenário. Após o derramamento de muito sangue, os colonos finalmente conseguiram devolver a região à Coroa portuguesa. Mas esse esforço poderia ter sido inútil se não fosse a interferência de uma tropa de negros livres formada na ocasião.

A pujança desse exército pôde ser conferida pelo viajante inglês Henry Koster, que chegou ao Recife no início do século XIX, 150 anos depois da guerra. Ele imediatamente se impressionou com a boa aparência dos henriques, uma milícia negra que, segundo o cronista, era o mais organizado e garboso de todos os corpos militares de Pernambuco. Um grupo que, além disso, contava entre suas fileiras com homens agraciados com títulos nobilitantes, como o Hábito da Ordem de Cristo e o da Ordem de Santiago, privilégios a que muitos senhores de engenho aspiravam e não conseguiam alcançar. Afinal, essa tropa era chefiada por uma elite muito peculiar dentro da sociedade colonial, formada por coronéis e mestres de campo.

Os henriques eram assim chamados por causa de seu fundador, Henrique Dias (?-1662), homem preto, livre no período da guerra, e sobre quem pouquíssimo se sabe, nem mesmo sua data de nascimento. Assim como outras milícias, seu grupo era formado por homens livres que não atuavam como militares profissionais, não recebiam soldo e tinham que bancar sua farda e suas armas. Por essa razão, todos eles precisavam ter outra profissão. Mas a honra de se destacar pela boa reputação, diante de um desprestigiado e empobrecido exército português, era o bastante para qualquer tropa miliciana, em geral organizada separadamente em tropas brancas, pardas e pretas. E era ainda mais importante no caso dos henriques.

Esse terço – denominação seiscentista para as tropas de origem ibérica de qualquer tipo – foi criado de acordo com a tradição militar do século XVI, que usava colonos para formar tropas. Foi assim que Dias arregimentou voluntariamente, em 1633, uma unidade formada por negros que se puseram a serviço daqueles que lutavam contra a ocupação holandesa. Mais tarde, em 1639, ele recebeu a patente de “governador dos crioulos, negros e mulatos”, enquanto sua tropa não parava de crescer. Em 1647 ela contava com 300 soldados, entre escravos – muitos deles doados por senhores de engenho – e forros.

Tropas escravas não eram uma novidade no império português, mas os bons resultados da unidade de Dias, que empreendeu diversos ataques ao exército flamengo senhor da capitania de Pernambuco na década de 1630, levaram a Coroa a mantê-la em caráter permanente. A falta de homens para compor as tropas do Império português não foi o único fator que influenciou essa decisão. A força atribuída à imagem dos negros, considerados selvagens e ferozes, parecia deixar holandeses e espanhóis – contra quem os henriques seriam levados a lutar no século XVIII, enviados para a fronteira sul do Brasil –aterrorizados no campo de batalha.

Bem conceituado militarmente no imaginário colonial pelo que a Coroa e as autoridades militares consideravam sua ferocidade, o terço dos henriques era uma instituição singular: foi usada em todos os grandes conflitos na zona açucareira durante os séculos XVII e XVIII, e algumas vezes chegando até a colônia do Sacramento, atual Uruguai, como aconteceu entre 1774 e 1776. No Nordeste, ela combateu o quilombo de Palmares entre as décadas de 1670 e 1690 e, em seguida, os índios do sertão na chamada “guerra dos bárbaros”, entre 1680 e 1700. Entrar para uma milícia – ou para uma das irmandades leigas – acabou se tornando o principal meio de ascensão social para negros livres e forros, setores então estigmatizados na estrutura colonial.

Mas depois da guerra contra os holandeses, a necessidade de recrutar escravos diminuiu consideravelmente, e a milícia começou a se transformar. Para a sociedade açucareira e a Coroa portuguesa, os henriques eram a melhor das tropas. Essa imagem, no entanto, pode não ter passado exatamente disso: uma imagem. Por não poder arcar com seus próprios gastos na tropa, muitos escravos acabaram sendo excluídos de suas fileiras. Se já era difícil conseguir a própria liberdade por quaisquer meios que fossem, sustentar-se em uma atividade como a de miliciano não devia ser fácil. Ainda mais numa sociedade em que as atividades produtivas estavam saturadas pelo trabalho escravo. Embora fossem os únicos milicianos que recebiam meio soldo do governo da capitania em tempos de paz, os henriques, em sua maioria, trabalhavam como comerciantes ou artesãos para sobreviver. Mas seus comandantes precisavam ser de uma estirpe diferente, pois a Coroa exigia que os comandantes das milícias fossem todos proprietários rurais.

O fundador do terço, Henrique Dias, chegou a receber o Hábito da Ordem de Cristo, um título que equivalia ao de fidalgo, muito cobiçado pelos senhores de engenho, que raramente conseguiam obtê-lo. Mesmo assim, a trajetória de Dias espelha as muitas contradições associadas aos henriques: ele pode ter morrido Cavaleiro da Ordem de Cristo, mas não parou de pleitear as recompensas financeiras constantemente atrasadas que a Coroa lhe prometera.

Apesar disso, era tanto o prestígio dos milicianos que um dos genros de Dias, Amaro Cardingo, tentou conquistar a mesma Ordem de Cristo. Ele era um homem livre de segunda geração, ou seja, filho de forros. Jamais servira como escravo e se casara com a filha do negro mais importante da Colônia. Mas nunca conseguiu o hábito, pois a Coroa – cujas regras determinavam que todos os nobres deveriam estar livres de “máculas” de ascendência judaica, moura, negra ou índia até a quarta geração para que pudessem obter a comenda – comprovou que seus avós haviam sido escravos.

Investigar o passado das pessoas que pleiteavam títulos de fidalguia era prática comum no Império português, e qualquer parentesco com judeus, mouros, índios e negros poderia ser suficiente para impedir a concessão do almejado título, como no caso de Cardingo. No entanto, a Coroa sabia ser flexível e conceder hábitos das ordens para pessoas com comprovadas “máculas”, mas suficientemente influentes nas colônias. O que explica por que Dias foi aceito pela Ordem de Cristo. E não foi o único.

Outro caso interessante foi o de Antônio Gonçalves Caldeira, mestre de campo que substituiu Henrique Dias no terço dos negros e que foi agraciado com o Hábito da Ordem de Santiago, apesar de seus antepassados terem sido escravos, o que foi totalmente desconsiderado na concessão desse título. Assim como Dias, é provável que Caldeira fosse um homem influente o suficiente para convencer a Coroa da necessidade de conceder-lhe o título nobilitante. Além disso, esse mestre de campo foi também protagonista de um episódio que demonstra bem o prestígio dos comandantes henriques no mundo do açúcar. Em 1669, ele foi acusado e condenado pelo assassinato de um capitão da tropa. Não se sabe até hoje quem foi o verdadeiro culpado, mas, inocente ou não, Caldeira repudiou a condenação e fugiu para o interior. Mas acabou sendo perseguido, preso e levado sob custódia pelas ladeiras de Olinda.

Quando a tropa que o conduzia, também composta de negros, passou em frente ao Mosteiro de São Bento, os monges que lá estavam saíram do convento e acorreram em massa à rua, armados com porretes para confrontar os militares e libertar o mestre de campo. A confusão foi grande: os frades espancaram os oficiais e soldados que traziam o preso, chegando a quebrar o braço de um capitão. Isso atraiu muita gente, e no meio da arruaça Caldeira conseguiu se armar de espada e atacar seus carcereiros, que, acuados, revidaram e o mataram. A culpa de toda a balbúrdia foi atribuída pelo governador de Pernambuco, Bernardo de Miranda Henriques, aos frades bentos.

A razão que levou os padres a se meterem em tamanha confusão para soltar um preso permanece até hoje desconhecida. Mas o episódio dá a entender que Caldeira e os religiosos de Olinda vinham mantendo laços havia muito tempo, ao longo do século XVII. Por outro lado, nem sempre foi fácil para os oficiais henriques lidar com a situação ambígua e complexa associada à sua condição de soldados. Muitos deles viviam se queixando de que só recebiam um terço do pagamento de seus colegas. Ao mesmo tempo, eles tinham que enfrentar as pressões da sociedade, que nem sempre viu com bons olhos a afirmação social dos milicianos no ambiente escravocrata.

Mas houve quem passasse por dificuldades piores, especialmente ex-cativos, como o soldado Gonçalo Rebelo, contemporâneo de Cardingo, que fora doado por seu senhor durante a guerra contra os holandeses, na qual lutou sonhando com a promessa de alforria. Com o fim dos confrontos em 1654, ele foi incorporado à tropa, aleijado, servindo por oito anos, até que um herdeiro de seu falecido ex-senhor começou a requisitar sua devolução. Rebelo precisou comprovar seus serviços militares para obter da Coroa a confirmação de sua liberdade.

De qualquer maneira, muitos outros comandantes henriques, pretos, livres e bem estabelecidos, foram institucionalizados pela Coroa portuguesa. Sua mera existência demonstra que a sociedade colonial era bem mais multifacetada do que se pode supor, e que a organização militar, durante séculos, serviu de trampolim para grupos sociais marginalizados.

Kalina Vanderlei Silvaé professora da Universidade de Pernambuco e autora de O Miserável Soldo & A Boa Ordem da Sociedade Colonial – Militarização e Marginalidade na Capitania de Pernambuco nos Séculos XVII e XVIII (Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2001).

Saiba Mais - Bibliografia

MELLO, José Antônio Gonsalves de. Henrique Dias – governador dos crioulos, negros e mulatos do Brasil. Recife: Massangana, 1988.

MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada – Guerra e Açúcar no Nordeste 1630/1654. Rio de Janeiro: Ed. Topbooks, 1998.

SILVA, Kalina Vanderlei. Nas Solidões Vastas e AssustadorasA Conquista do Sertão de Pernambuco pelas Vilas Açucareiras nos Séculos XVII e XVIII. Recife: Cepe, 2010.

  • Fonte: Revista de História Biblioteca Nacional

 

47 anos sem Malcolm X

sexta-feira by Ascom

Um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, Malcolm X não teve sua luta finalizada. Pelo contrário, apesar de violentamente assassinado em fevereiro de 1965 manteve-se símbolo do ativismo da população negra norte-americana contra o racismo e a violência. Considerado um dos mais importantes negros da história, conscientizou não-negros dos crimes cometidos em razão da cor da pele.

Diferente de seu contemporâneo Martin Luther King que pregava a coexistência pacífica entre brancos e negros nos anos 60, Malcolm pregava que os negros, para não sofrerem outros golpes deveriam revidar as agressões já sofridas. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista e em seus discursos afirmava: “Vamos realizar a completa independência dos afrodescendentes nos Estados Unidos por qualquer meio necessário”.

Nascido em Omaha, no estado de Nebraska, Estados Unidos, em 1925, teve uma infância conturbada. Na época em que Malcolm tinha seis anos, seu pai, um importante ativista da época, foi violentamente assassinado. Sua mãe criou os oito filhos até 1937 quando foi internada em um sanatório. O garoto envolveu-se com drogas e praticou assaltos. Foi preso e neste período teve acesso às literaturas e filosofias sobre o “ser negro”.

Liberto em 1952, se dedicou ao islã e à defesa do negro na sociedade. “Quem te ensinou a odiar a textura dos seus cabelos. Quem te ensinou a odiar a cor da sua pele a tal ponto que você se alveja para ficar como o branco?”, dizia. Trabalhando exemplos como estes, o militante levou a reflexão milhares de pessoas que já não tinham auto-estima. Reensinando-os a se valorizarem, causou tal incômodo que o levou a morte.

Em 1998, a influente revista Time nomeou a Autobiografia de Malcolm X um dos 10 livros não fictícios mais importantes do século XX.

Fonte: Palmares

                                                                                                                     

Países  CAPITAIS ÁREA - KM²
África do Sul Cidade do Cabo, Pretória e Bloemfontein (*) 1.223.201
Angola Luanda 1.246.700
Argélia Argel 2.381.741
Benin Porto Novo 112.622
Botsuana Gaborone 581.730
Burkina Fasso Uagadugu 274.200
Burundi Bujumbura 27.834
Cabo Verde Cidade de Praia 4.033
Camarões Iaundé 475.442
Chade Ndjamena 1.284.000
Comores Moroni 1.862
Congo Brazzaville 342.000
Costa do Marfim Abidjan e Yamoussoukro (**) 322.463
Djibuti Djibuti 23.200
Egito Cairo 1.001.449
Eritréia Asmara 121.143
Etiópia Adis-Abeba 1.130.139
Gabão Libreville 267.667
Gâmbia Banjul 11.295
Gana Acra 238.538
Guiné Conacri 245.857
Guiné Bissau Bissau 36.125
Guiné Equatorial Malabo 28.051
Lesoto Maseru 30.355
Libéria Monróvia 111.369
Líbia Trípoli 1.775.500
Madagascar Antananarivo 587.041
Malauí Lilongue 118.484
Mali Bamaco 1.240.242
Marrocos Rabat 710.850
Maurício Port Louis 2.045
Mauritânia Nuakchott 1.030.700
Moçambique Maputo 799.380
Namíbia Windhoek 824.292
Niger Niamei 1.186.408
Nigéria Abuja 923.768
Quênia Nairobi 582.646
República Centro-Africana Bangui     622.436
República Democrática do Congo Kinshasa 2.344.885
Ruanda Kigali 26.338
São Tomé e Príncipe São Tomé 964
Seicheles Vitória 455
Senegal Dacar 196.722
Serra Leoa Freetown 71.740
Somália Mogadíscio 637.657
Suazilândia Mbabane 17.364
Sudão Cartum 2.505.813
Tanzânia Dodoma 939.470
Togo Lomé 56.785
Tunísia Túnis 163.610
Uganda Campala 241.038
Zâmbia Lusaka 752.614
Zimbábue Harare 390.759

30.230.000

(*) Cidade do Cabo (Capital Legislativa), Pretória (Capital Administrativa) e Bloemfontein (Capital Judiciária).
(**) Adidjan (Sede do Governo) e Yamoussoukro (Capital Administrativa).
 

 

Dia 31 de Julho - Dia da Mulher Africana

Dia da Mulher Africana

Angop
As mulheres são, cada vez mais, chamadas a assumirem o seu papel na sociedade, incluindo na governação ou no seio familiar
As mulheres são, cada vez mais, chamadas a assumirem o seu papel na sociedade, incluindo na governação ou no seio familiar

Luanda - Assinala-se hoje, 31 de Julho, o Dia da Mulher Africana, consagrado a reflexão do papel da classe feminina de África na sociedade.

A data foi instituída a 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito movimentos de libertação nacional, na Conferência das Mulheres Africanas.

Actualmente, a data continua a ser lembrada, pois, no continente africano, o panorama da mulher continua trágico, apesar de pouco a pouco começarem a aceder a uma independência económica e a cargos de decisão e de poder.

As mulheres africanas, em muitos países, encontram-se, muitas vezes, em situações de dependência psicológica dos seus maridos ou companheiros, devido à estereótipos ancestrais que só serão passíveis de serem debelados com o passar de mais algumas gerações.

Nas camadas mais desfavorecidas, as mulheres são duplamente sacrificadas, porque, para além das suas profissões, têm que prover, quase sempre sós, ao cuidado da casa e dos filhos, quando não enfrentam, acrescidamente, muitas vezes em silêncio, a violência doméstica.

Durante séculos, o papel da mulher africana incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. Ao homem estava destinado um trabalho remunerado no exterior do núcleo familiar.

Com a descolonização de África, na segunda metade do século XX, muitas mulheres passaram a exercer actividade laboral, embora auferindo uma remuneração inferior a do homem. Reagindo contra essa discriminação, as mulheres encetaram diversas formas de luta.

Hoje, as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.

É preciso que o homem esqueça os preconceitos, encare a mulher de igual para igual em todas as circunstâncias, quer no interior do seu lar, quer no seu local de trabalho.

Quando todos assim procedermos, não haverá mais necessidade de um dia dedicado à mulher africana.

Em Angola, as mulheres são, cada vez mais, chamadas a assumirem o seu papel na sociedade, incluindo na governação ou no seio familiar.

Fonte: Angola Press

 

Dia 21 de Março - Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discrinação Racial

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial‏

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD - registrou em seu relatório anual sobre a discriminação racial no país que, para conseguir romper o preconceito racial, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. "Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação".

21/03/2012

  

Massacre de Shaperville

 Na África do Sul, berço do apartheid, 69 pessoas morreram e 186 ficaram feridas durante um confronto com a polícia em 21 de março de 1960.

De um protesto legítimo nasceu o masssacre de Shaperville, dia que entrou para a história como um dos mais vergonhosos da humanidade.

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joannesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação especificando os locais por onde eles podiam circular. No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte: "Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública".

Segundo o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, "desde os insultos nas escolas até as decisões de contratação ou demissão no local de trabalho, desde a cobertura seletiva dos crimes pelos meios de comunicação social ou a polícia, até as desigualdades na prestação de serviços públicos, o tratamento injusto de grupos étnicos ou raciais não só é comum nas nossas sociedades como é, frequentemente, aceito passivamente. É inegável que este tipo de racismo cotidiano subsiste. Mas é escandaloso que ninguém o conteste".

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD - registrou em seu relatório anual sobre a discriminação racial no país que, para conseguir romper o preconceito racial, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. "Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação".

"O tratamento injusto de grupos étnicos não é só comum como é aceito passivamente. É inegável que este tipo de racismo cotidiano subsiste. Mas é escandaloso que ninguém o conteste"

 

FONTE: Revista Raça Brasil

08 de Março - Dia Internacional da Mulher

Sinhás pretas

Testamentos e inventários de escravas alforriadas revelam talento para os negócios com base nos ensinamentos que trouxeram da terra natal

7/3/2012

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, confira abaixo um artigo da edição deste mês da Revista de História da Biblioteca Nacional sobre as “Sinhás pretas”, no qual a historiadora Sheila de Castro Faria conta como as escravas alforriadas usavam ensinamentos de sua terra natal para encarar o mercado de trabalho. Este é apenas um dos artigos do Dossiê África, que conta ainda, por exemplo, com Alberto da Costa e Silva narrando a história dos escravos brasileiros que eram obrigados a deixar para trás suas origens e tradições; uma entrevista exclusiva com Paul Lovejoy, referência certa nas pesquisas sobre a escravidão no próprio continente africano; João José Reis e o caso da Revolta dos Malês, em Salvador, que contou com cerca de 600 combatentes africanos de origem muçulmana; além de vários outros artigos, do dossiê e muito mais, que você encontra somente nas bancas.

Aproveite também e visite outras edições da RHBN que contam, por exemplo, como a solteirice feminina foi opção de vida condenada e estereotipada durante séculos, no artigo “Ficando para titia”, da historiadora Cláudia de Jesus Maia. Destacamos também “As sementes do feminismo no Brasil”, onde Constância Lima Duarte fala de Nísia Floresta, uma das primeiras mulheres a publicar na grande imprensa brasileira, e como ela abalou as estruturas da sociedade patriarcal brasileira do século XIX ao defender a valorização da mulher.

Sinhás pretas

Por Sheila de Castro Faria

                       

Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

Ana foi escrava de outra mulher, preta forra, ambas da Costa da Mina. Talvez como sua ex-senhora, talvez ensinada por ela, conseguiu se alforriar pagando pela liberdade com recursos de sua “própria indústria e trabalho”, conforme declarou em seu testamento, de 1798. Chamava-se Ana Teixeira Guimarães e tinha mais de 60 anos quando morreu, em Mariana, Minas Gerais.

A documentação relativa ao período escravista do Brasil permite pouca observação sobre a vida material e as escolhas dos escravos em seu cotidiano. Uma das formas de se vislumbrar alguns aspectos é por meio de inventáriose testamentos. Geralmente feitos por pessoas com recursos, os documentos eram ditados pelos doentes desenganados. Poucos meses depois do falecimento, realizavam-se os inventários, quase uma fotografia dos bens materiais dos proprietários no momento da morte. Tudo era descrito, até mesmo objetos sem valor.

O conjunto de dezenas desses inventários permite entrever padrões de certos grupos sociais, como o das pretas forras, mulheres que conseguiram libertar-se da escravidão e acumular bens.

Ana teve inventário porque possuía bens, e bens significativos. Era dona das casas de sobrado onde morava, em frente à Capela da Ordem Terceira de São Francisco, avaliadas em 310 mil réis, valor pelo qual poderia comprar pelo menos três jovens escravos recém-chegados da África. Tinha cinco escravos: quatro mulheres e um homem da nação Angola. Uma delas era Juliana, da Costa da Mina como ela, para quem deixou, divididos em quatro partes, 76.800 réis pelo tempo de seis anos a contar do dia de seu falecimento. Em seis anos, vivendo de seu próprio trabalho, Juliana tinha de completar o valor estipulado.

Ana deixou como herdeira de seus bens a “cria” de sua escrava Juliana, sua afilhada Francisca, de dois anos, liberta no batismo. Deixou de “esmola” a Juliana uma morada de casas cobertas de telhas.

Ser proprietária de casas e escravos era uma situação já bastante confortável para essas mulheres. Mas Ana possuía outros bens: braceletes, brincos, anéis, laços e botões de ouro adornados com pedras preciosas, como diamantes e topázios, e colheres e garfos de prata, num valor suficiente para a compra de dois escravos jovens: 197.200 réis.

Ser proprietária de casas e escravos era bastante confortável, mas Ana possuía também braceletes e botões de ouro adornados com diamantes e topázios

Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

Também era dona de outros bens requintados e restritos a poucos afortunados, de mercadorias importadas, provavelmente destinadas ao comércio, não sendo necessariamente para seu próprio uso. Uma delas era uma imagem em marfim de Santa Rita, objeto raro até mesmo entre os mais ricos da região. De seu inventário constam ainda fronhas e lençóis de linho, colchas e toalhas de algodão, saias de veludo carmesim e preto e de seda branca, muitas camisas de linho e de algodão, vestimentas de cambraia, de lemiste (tecido fino de lã inglês), chapéus elegantes, uma variedade incrível de lenços de diversos tecidos, pintados com flores ou aves na Ásia ou na Europa. Saias de veludo carmesim e preto não eram pouca coisa: o valor das duas saias somava 30 mil réis, um terço do preço de um escravo jovem.

Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: Fundação Biblioteca Nacional

Até os objetos feitos com materiais do Brasil eram dos melhores: sete catres – um tipo simples de cama –, dois espelhos, mesas grandes e pequenas de jacarandá, muitas com pés torneados, gavetas e fechaduras.

Mesmo sabendo que certas palavras da época não tinham o mesmo significado de hoje, algumas eram de difícil entendimento. Ana tinha três “pratos de pó de pedra”. Segundo Luís Frederico Antunes, a louça europeia imitando padrões decorativos orientais era denominada de “louça de pó de pedra”. Mais interessante ainda era “prato de guardanapo da Índia”. Ana tinha oito deles. Esses pratos constam de vários inventários de mulheres forras de Mariana e figuram nas cargas de naus da Carreira da Índia. Eram pratos finos, talvez de porcelana, usados nas refeições. Por serem trazidos em navios da Carreira das Índias, eram considerados como da Índia, embora feitos na China.

Mercadorias importadas da Ásia ou da Europa eram bens consumidos pelas elites. Mas, em meio a este grupo social, devem ser considerados outros estratos da população, como o formado por essas pretas forras, nascidas na África e transferidas para o Brasil em idade suficiente para terem adquirido a cultura de seus povos de origem. Podiam não ter prestígio social na sociedade escravista, mas tinham riqueza. Também compunham uma elite.

Suas escravas eram quase sempre mulheres nascidas na África. Em suas casas, era comum que só houvesse mulheres: as “sinhás pretas” viviam com suas escravas. A maioria não tinha filhos. Deixavam seus bens em herança para ex-escravas ou para as “crias”, ou crianças nascidas em suas casas, filhas de suas escravas.

Foram as mulheres, com suas redes de comércio, que dinamizaram a economia de regiões da África, e continuaram a fazer o mesmo nas Américas

 

Essas escolhas eram delas ou imposições da sociedade? Não tinham filhos porque foi impossível ou porque não quiseram? Eram proprietárias de mulheres em vez de homens porque eram mais baratas? Por que investiam seus recursos em joias, roupas caras e louças importadas? Cada vez tenho mais certeza de que eram escolhas próprias e pautadas por suas culturas de origem.

Em várias formações africanas havia uma rígida divisão sexual do trabalho. As mulheres eram responsáveis pelo preparo das comidas e pelo comércio de produtos agrícolas, de alimentos e das mais variadas mercadorias. Mulheres comerciantes predominavam nos mercados e feiras das aldeias e cidades em muitas regiões que tiveram contato com os europeus. A pimenta era um dos produtos mais procurados por eles na costa da África desde os primeiros tempos da expansão marítima, e eram as mulheres que monopolizavam seu comércio. Conclusão: ficaram ricas. Com o tempo, incorporaram novos produtos, provenientes de outras praças mercantis.

Interceptavam comerciantes, a fim de comprar barato e revender com lucro suas mercadorias; participavam do comércio de longa distância, inclusive por meio de procuradores, e intermediavam os produtos do tráfico de escravos português, como a cachaça, o tabaco e os panos das Índias. Um exemplo foi Madame Tinubu, que atuou em Badagry e Lagos, no golfo de Benim, na segunda metade do século XIX, onde negociava sal e tabaco, e era intermediária dos comerciantes de escravos do Brasil. Juntou grande fortuna, era dona de muitos escravos e ficou conhecida por seus opositores como “o terror de Lagos”.

Nem sempre tão poderosas como Tinubu, mas com redes comerciais importantes, foram as mulheres que dinamizaram a economia de muitas regiões da África e continuaram a fazer a mesma coisa nas Américas.

Explica-se a escolha de escravas, e não de escravos, por parte das pretas forras no Brasil: as cativas atuariam no comércio ao lado ou a mando delas. Não tinham filhos porque não queriam procriar na diáspora. Ana, como muitas outras, deixou herança para uma afilhada, Francisca, e uma casa para a mãe da menina, certamente para que cuidasse dela e lhe transmitisse ensinamentos. Juliana provavelmente se transformaria em uma nova Ana ao usufruir os recursos. Ana tinha entre seus bens trempes e fogareiros, tachos e apetrechos de cozinha, utilizados na preparação e na venda de alimentos. A quantidade de catres sugere que sua casa pode ter sido uma hospedaria, incluindo o fornecimento de comida.

A entrada de novas mercadorias nesse comércio não assustava as comerciantes: incorporavam as novidades às suas transações. Os objetos nos quais decidiram investir seus recursos eram luxuosos no Brasil: joias, tecidos e louças importados do Oriente. Eram parte de um comércio de longuíssima distância. Uma delas entregou tecidos a um comerciante para que lhe trouxesse uma escrava da África.

São impressionantes a capacidade de adaptação e o desempenho de mulheres como Ana Teixeira de Guimarães. Chegaram ao Brasil à força, nas condições mais adversas e no pior lugar social possível. Essas “Anas” conseguiram resultados que fariam inveja à maioria dos homens que nunca foram escravos, que se mudaram para a América por iniciativa própria, em busca de enriquecimento, e tiveram as expectativas frustradas.

Sheila de Castro Faria é professora da Universidade Federal Fluminense e autora do artigo “Francisca Maria Teresa e as Sinhás Pretas no Brasil colonial”. In VAINFAS, Ronaldo; SANTOS, Georgina Silva dos; NEVES, Guilherme Pereira das (orgs.). Retratos do Império. Trajetórias individuais no mundo português nos séculos XVI a XIX. Niterói: Ed. UFF, 2006.

Saiba mais:

FURTADO, Junia (org.). Diálogos oceânicos: Minas Gerais e as novas abordagens para uma história do Império Ultramarino Português. Belo Horizonte: UFMG, 2001.

PANTOJA, Selma (org.). Entre Áfricas e Brasil. São Paulo: Marco Zero, 2001.

Vídeos

  • Adicionar vídeo
  • Exibir todos

Em Destaque - Joaquim Barbosa

Heloisa Cristaldo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Joaquim Barbosa foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), por nove votos a um. O magistrado assumirá mandato de dois anos, a partir de novembro, quando o atual presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, se aposentará compulsoriamente ao completar 70 anos. O vice-presidente da Corte será o ministro Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão.

Tradicionalmente, a presidência do STF é ocupada pelo ministro mais antigo da Casa que ainda não ocupou o cargo. Barbosa é ministro do STF desde 2003 e foi nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante quase 20 anos, atuou como procurador do Ministério Público Federal (MPF).

Mensagens de blog

Um viva para nossA linda, maravilhosa e deliciosa democracia racial tupiniquim...!!

Postado por israel de oliveira em 1 junho 2013 às 16:02 0 Comentários

Racismo velado...!?? O racismo só é velado para o indivíduo mal informado ou para aquele que se locupleta com esse legado. Velado, que eu saiba, é o corpo negro estendido no chão, levado pelo camburão e excluído em qualquer situação. …

Continuar

O ESPAÇO ESCOLAR E O SISTEMA TAYLORISTA NA CONSTRUÇÃO MARGINAL DO CORPO DISCENTE

Postado por israel de oliveira em 8 abril 2013 às 10:30 1 Comentar

O que dizer de um espaço criado para a formação plena de cidadãos críticos, que cultiva a cultura do mimetismo, transformando cada discente em indivíduos passivos, marginalizados e desprovidos de vontade própria? Pois essa tem sido a função da escola desde o golpe…

Continuar

Disposições gerais acerca do latrocínio cognitivo contemporâneo

Postado por israel de oliveira em 18 março 2013 às 7:52 3 Comentários

A causa-mortis do indivíduo na sociedade contemporânea é determinada pelo grau de sua carência cognitiva; carência consequente da antropofagia praticada pelos integrantes da classe do conhecimento, que promove e defende o capitalismo cognitivo.

A construção dessa conjuntura tétrica, tem suas bases fincadas principalmente no hepistemicídio melanodérmico; processo que se inicia com o sequestro e apropriação da produção cognitiva de sociedades ágrafas e de escritas, como as do…

Continuar

mudança de email

Postado por Makota Kizandembu Kiamaza em 11 março 2013 às 8:47 0 Comentários

NGUZU!!!

Desejo mudar meu email de yahoo para gmail, como faço isso?

REVISTA ELETRÔNICA SAMBA SAMPA TRAZ ARTIGOS E ENSAIOS SOBRE A HISTÓRIA DO SAMBA PAULISTA

Postado por maite freitas em 27 fevereiro 2013 às 8:17 0 Comentários

A primeira edição da revista on-line Samba Sampa reúne textos de sambistas, pesquisadores acadêmicos e artistas sobre a história do samba de São Paulo.



Ao todo, são 74 páginas com as relatos e reflexões acerca da importância do gênero musical na formação da cultura afro-paulistana. Divida em dois , em dois eixos temáticos: a comunidade do samba e um especial sobre o sambista paulista Geraldo Filme, os textos apresentam um panorama amplo do batuque de Pirapora até as quadras das… Continuar

Notas

Profª Nilma Lino é a nova reitora da Unilab

A professora Doutora Nilma Lino Gomes foi empossada hoje (01/04) no cargo de reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab. A solenidade presidida pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, contou com a presença da ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), acadêmicos e amigos da nova reitora.

A nova reitora da Unilab, que é membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e docente da Universidade Federal de Minas Gerais, fez…

Continuar

Criado por Baby Amorim 4 Abr 2013 at 14:25. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 4 Abr.

Obama e a Rainha de Sabá

Uma convidada muito especial se destacou entre os 120 convidados do coquetel oferecido na quinta-feira à noite pelo presidente israelense, Shimon Peres, ao presidente americano, Barack Obama, em Jerusalém. Com 1,82 m de…

Continuar

Criado por Baby Amorim 27 Mar 2013 at 11:04. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 27 Mar.

Morre o ator e cineasta Zózimo Bulbul

Morre no Rio o diretor e ator Zózimo Bulbul

Segundo a família, ele lutava contra o câncer havia sete meses. Bulbul foi primeiro protagonista negro de uma novela brasileira.

Henrique PortoDo G1 Rio…

Continuar

Criado por Baby Amorim 25 Jan 2013 at 1:34. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 25 Jan.

Guerra no Mali

Guerra no Mali

18.01.2013 09:44

Conflito no Mali coloca patrimônio da humanidade em risco

 

Por Ana Paula Ferraz de Oliveira

“Um dos meus sonhos sempre foi ir a Tombuctu antes…

Continuar

Criado por Baby Amorim 25 Jan 2013 at 1:15. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 25 Jan.

Carta de intenções entre ONU e Brasil abre outra história, diz Ministra Luiza Bairros

Carta de intenções entre ONU e Brasil abre outra história, diz ministra Luiza Bairros

Publicado em Segunda, 06 Agosto 2012 16:27…
Continuar

Criado por Baby Amorim 7 Ago 2012 at 18:35. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 7 Ago, 2012.

Bate-papo

Conversas ativas

Desconectado

    Desconectado

    Você está desconectado do bate-papo. Conecte-se para entrar no bate-papo.

    Suspenso do bate-papo

    Registre-se para bater papo no Rede Aruanda Mundi.

    Registre-se


    No Tutorial da Aruanda Mundi, você obtêm as informações necessárias para administrar o seu espaço e colaborar com a nossa rede.
    Clique aqui
     
     
     

    © 2013   Criado por Baby Amorim.   Ativado por

    Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço


    Powered by MegaContador