Aruanda Mundi

culturas negras, história, arte, educação, entretenimento

Espaço de debates e divulgação de pesquisas e outras formas de conhecimentos e artes que valorizam as culturas africanas e afro-brasileiras.

Música

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Notas da Radiola

Tambor de Crioula - Trecho de vídeo institucional produzido para o IPHAN dentro do processo de registro da manifestação do Tambor de Crioula como patrimônio imaterial do Brasil

Fururum de Sergio Souto é uma
composição que ele fez para o espetáculo de dança "A cor da lua" de Armando Pekeno para o Balé do Teatro Castro Alves.
Esta é a segunda versão com arranjo reelaborado para o grupo Vozes Reveladas e que faz parte do CD que está para ser lançado.
Fururum é baseado num canto-tributo a Oxalá que foi passado para Sergio pelo próprio Pekeno, que além de dançarino e coreógrafo é filho da casa de Gantois.

Música Pelo Telefone
Das cordas do violão de Donga nasceu o samba como o conhecemos hoje. Prece, na raiz da palavra africana, o gênero musical estava ainda preso à tradição das religiões afro-brasileiras que o compositor conheceu na infância, no Rio de Janeiro, quando freqüentava rodas de samba e candomblé nos terreiros das "tias" baianas, cantadeiras, festeiras e mães-de-santo. Ernesto Joaquim Maria dos Santos sempre foi Donga, apelido familiar desde menino. Exceto por um curto período, em 1914, quando usou o nome Zé Vicente para participar do Grupo de Caxangá.
Passou a infância entre ex-escravos e negros baianos. Aprendeu o jongo, o afoxé e outras danças. Começou a tocar cavaquinho de ouvido, e passou para o violão nas aulas do grande Quincas Laranjeiras. Iniciou-se na composição com "Olhar de Santa" e "Teus Olhos Dizem Tudo" (anos mais tarde, o jornalista David Nasser faria as letras). Participava das reuniões na casa da lendária Tia Ciata, junto com João da Baiana e Pixinguinha. Em 1917, gravou o primeiro disco de samba da história: "Pelo Telefone", registrado em nome de Donga e Mauro de Almeida -- mas suspeita-se que Mauro tenha feito apenas o registro por escrito.
Em 1919, ao lado de Pixinguinha e outros seis músicos, integrou o grupo Os Oito Batutas, que excursionou pela Europa em 1922. Da França Donga traz um violão-banjo e, em 1926, integra o grupo Carlito Jazz para acompanhar a companhia francesa de revistas Ba-Ta-Clan, que se exibia no Rio de Janeiro. Com esse conjunto viaja outra vez à Europa. Volta em 1928, quando forma a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que gravou para o selo Parlophon nos anos 20 e 30. Neste mesmo período participa de duas outras bandas Guarda Velha e Diabos do Céu, ambas formadas por Pixinguinha para gravações.
Em 1940, a bordo do navio Uruguai, Donga gravou nove composições (entre sambas, toadas, macumbas e lundus) do disco "Native Brazilian Music", organizado por dois maestros: o norte-americano Leopold Stokowski e o brasileiro Heitor Villa-Lobos, lançado nos Estados Unidos pela Columbia. No final dos anos 1950 voltou a se apresentar com o grupo Velha Guarda, em shows organizados por Almirante.
"Olha esse ponteado, Donga!" Essa exclamação com que Almirante incentivava o violão solista do grupo, está em um dos discos mais famosos da história da música popular brasileira, e é uma das marcas da fase de sedimentação do samba no Rio de Janeiro.

As criações mais conhecidas de Donga são "Passarinho Bateu Asas", "Bambo-Bamba", "Cantiga de Festa", "Macumba de Oxóssi", "Macumba de Iansã", "Seu Mané Luís" e "Ranchinho Desfeito". Viúvo em 1951, casou-se novamente em 1953 e morreu em 1974, no bairro de Aldeia Campista, no Rio, para onde se retirou como oficial de Justiça aposentado. Doente e quase cego, viveu seus últimos dias na Casa dos Artistas. Está sepultado no Cemitério de São João Batista.

Hino da África do Sul
Nkosi Sikeleli Africa

Nkosi Sikelel' iAfrika
Versão Xhosa

Nkosi Sikelel' iAfrika
Maluphakanyisw' uphondo lwayo
Yiva imathandazo yethu
Nkosi Sikelela Nkosi Sikelela

Nkosi Sikelel' iAfrika
Maluphakanyisw' uphondo lwayo
Yiva imathandazo yethu
Nkosi Sikelela
Thina lusapho lwayo.

Chorus
Yihla moya, yihla moya
Yihla moya oyingcwele
Nkosi Sikelela
Thina lusapho lwayo.
(Repeat)

Morena Boloka Sechaba sa Heso
Versão Sesotho

Morena boloka sechaba sa heso
O fedise dintwa le matshwenyeho,
Morena boloka sechaba sa heso,
O fedise dintwa le matshwenyeho.
O se boloke, o se boloke,
O se boloke, o se boloke.
Sechaba sa heso, Sechaba sa heso.
O se boloke morena se boloke,
O se boloke sechaba, se boloke.
Sechaba sa heso, sechaba sa heso.

Ma kube njalo! Ma kube njalo!
Kude kube ngunaphakade.
Kude kube ngunaphakade!

Nkosi sikelel' iAfrika
Versão Zulu

Nkosi, sikelel' iAfrika,
Malupnakanyisw' udumo lwayo;
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela,
Nkosi sikelela,

Nkosi, sikelel' iAfrika,
Malupnakanyisw' udumo lwayo;
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela,
Nkosi sikelela,

Woza Moya (woza, woza),
Woza Moya (woza, woza),
Woza Moya, Oyingcwele.
Usisikelele,
Thina lusapho lwayo.

Deus abençoe a África
Que suas glórias sejam exaltadas
Ouça nossas preçes
Deus nos abençoe, porque somos seus filhos

Deus, cuide de nossa nação
Acabe com nossos conflitos
Nos proteja, e proteja nossa nação
À África do Sul, nação África do Sul

Fórum

Salomão Jovino da Silva

lei 10.639 29 respostas 

O que voce sabe sobre a lei 10.639? Voce tem conhecimentos da sua aplicação na sua escola, faculdade, cidade?

Iniciado por Salomão Jovino da Silva. Última resposta de Salomão Jovino da Silva 11 Nov.

irene izilda da silva

Dia da mulher afro-latino-americana e afro-caribenha 5 respostas 

Esta data criada em 1992 no I Encontro de Mulheres Negras do caribe e da América Latina. (25 de julho) O que mais sabemos a respeito desta data ou mesmo destas mulheres.

Iniciado por irene izilda da silva. Última resposta de Baby Amorim 1 Ago.

Sergio Souto

“Será que o negro nem na hora de morrer tem dignidade?” 4 respostas 

A juíza baiana Luislinda Valois é a entrevistada da Muito deste domingo. Leia trechos que ficaram de fora da revista: Infância Nasci em Salvador, morava na Av. Barros Reis. Depois meus pais fix...

Tag: negra, juiza, Valois, Luislinda

Iniciado por Sergio Souto. Última resposta de Mariluce Santana Vida 14 Ago.

Baby Amorim

Você sabe... 2 respostas 

Quem são os pesquisadores Kabenguele Munanga e Demétrio Magnoli?

Iniciado por Baby Amorim. Última resposta de Idalina M. Almeida de Freitas 28 Set.

Hélio Boechat Seródio

"Na África também tem branco...."!!?? 2 respostas 

Vou contar uma histórinha que aconteceu no meu espaço cultural aqui em Berlim (vivoartspace.com). Estava realizando um evento de uma ONG de esquerda aqui de Berlim. Eles até se preocupam bastante c...

Iniciado por Hélio Boechat Seródio. Última resposta de Salomão Jovino da Silva 30 Jul.

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Dicas da Aruanda

Neste sábado, 31, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre
O livro é da escritora negra mineira Cidinha da Silva que inaugura um novo estilo, a literatura infantil. A sessão de autógrafos marcada para sábado terá início às 19 horas no Ateliê da Imagem no Armazém A do Cais do Porto.
Cidinha da Silva é escritora e parceira de MARIA MULHER - Organização de Mulheres Negras. A cada ano, especialmente nesta época, quando as ruas de Porto Alegre são tomadas pelo lilás dos jacarandás, pelos ipês amarelos e azáleas incrivelmente coloridas, Cidinha brinda as mulheres e homens gaúchos com uma nova criação literária. Desta vez, a mineira, historiadora, ensaista e ativista do movimento de mulheres negras devotou um olhar especial para as crianças e adolescentes e inspirada escreveu Os nove pentes d'África, seu primeiro livro de conto infanto-juvenil.
A publicação será apresentada, pela primeira vez no país, em noite de autógrafos na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, neste sábado, 31/10, cujo patrono, o jornalista e escritor Carlos Urbim tem, igualmente, nas crianças o foco de suas histórias. Este é o quarto livro de Cidinha da Silva que deve repetir o sucesso de vendas de suas obras anteriores.
O evento está marcado para as 19 horas no Ateliê da Imagem, localizado no Armazém A do Cais do Porto. A promoção é de MARIA MULHER com apoio da Liga Brasileira de Lésbicas e Grupo Mulheres Rebeldes. Antes da sessão de autógrafos, às 17 horas, no mesmo local, a autora estará participando dos Diálogos sobre Literatura a convite de organizações do movimento feminista e de mulheres.
Crianças e adultos - A mais recente obra literária de Cidinha da Silva foi feita para o público infantil, mas terá, com certeza, leitura disputada pelos adultos. A história construída em 56 páginas, com ilustração da atriz Iléa Ferraz, é lançamento da Mazza Edições, editora de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na apresentação de seu novo livro, a escritora expressa que "Os nove pentes d'África" tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.
O livro de Cidinha da Silva cativa pelo universo das relações familiares, no respeito à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A autora faz sua estréia num campo de poucos autores dedicados a escrever histórias para crianças e adolescentes.
Estímulo necessário - A motivação, segundo a autora, veio de casa, da família "e em especial dos pequenos, uma sobrinha, com seis anos, em processo de alfabetização, soletrava as letras do Tridente - referência ao seu segundo livro Cada Tridente em seu lugar" -. Aquilo me comovia e angustiava. Expliquei que se tratava de um livro para adultos, por isso as letras eram pequenas e daí sua dificuldade para ler. Ela então me perguntou: "- Tia quando você vai escrever livros para crianças?".
Na indagação infantil o estímulo necessário para a escritora mergulhar nesse novo processo criativo. Cidinha da Silva está fascinada pela experiência. "Creio que ficarei neste este caminho por algum tempo. Estou determinada a ser lida pelos pequenos da minha casa, enquanto são pequenos, e fico felicíssima quando meus sobrinhos levam meus livros para a biblioteca da escola em que estudam, ou quando encontram meus livros por lá e vêm me contar. É delicioso sentir que eles têm orgulho de mim e agora poderão ler minha literatura sem esforço, apenas por prazer".
Outras publicações da autora - "Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras", de 2003, um livro de ensaios organizado por Cidinha da Silva com a parceria de sete outros autores e autoras. "Cada tridente em seu lugar", já em segunda edição (2006/2007), é o seu primeiro livro de ficção. Em 2008, Cidinha da Silva publica "Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor", um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, que gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor e do corpo. Depois da Feira do Livro, suas publicações poderão ser encontradas na Palavraria - Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim, 51 32684260.
Serviço
O que é: Lançamento do livro de Cidinha da Silva: Os nove pentes d´África
Quando: sábado, 31 de outubro de 2009
Horário: 19 horas
Onde: Ateliê da Imagem, localizado no Armazém A do Cais do Porto - Porto Alegre/RS
Depois da Feira do Livro, suas publicações poderão ser encontradas na Palavraria - Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim, 51 32684260.

African Studies Programs, Research Centers, & Universities
This document provides access to information available on the Internet. For a broader view of the study of Africa at institutions around the world and volunteer programs in Africa.
Programas de Estudos e Centro de Pesquisas & Universidades.
Este site fornece acesso a informações disponíveis na Internet.
O ojetivo é fornecer uma visão mais ampla sobre os estudos sobre África em instituições ao redor do mundo e programas voluntários em África.
http://www.columbia.edu/cu/lweb/indiv/africa/cuvl/afstprog.html

Amkoullel, O Menino Fula
Amadou Hampátê Bâ
São Paulo: Casa das Áfricas/Palas Athena, 2007 (primeira edição 2003)
Na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima. A frase, do malinês Amadou Hampâté Bâ, expressa a importância da transmissão oral no continente e a sensação de ouvir um sábio africano relatar suas experiências: é como se vários livros se abrissem, com uma profusão de detalhes, para dar voz às histórias e às tradições locais.
A venda na Casa das Áfricas
www.casadasafricas.org.br

Lançamento do livro A Lenda da Pemba

O que é pemba?
A Pemba, de origem africana, é um instrumento
Ritualístico de alto significado na cultura africana e afro-brasileira.
Confecciona-se a Pemba com uma substância chamada “caulim” (argila pura de cor branca), importado da África.
Lá na África, ainda hoje, os chefes das aldeias esfregam a pemba no corpo em situações de confronto com inimigos, os negociantes a esfregam nas mãos para ter sucesso nos negócios e, nos casamentos, os padrinhos passam a pemba no rosto do noivo e da noiva para atrair a felicidade e manter a união.
Cá no Brasil, a pemba está presente nos rituais dos cultos de origem africana como um instrumento sagrado.
Acredita-se que, por conter a força vital que une o reino dos vivos e o reino dos mortos, os desenhos realizados com ela têm o poder de estabelecer o contato com as entidades do mundo invisível.( trecho do livro páginas 28 e 29
Porque é objeto sagrado?
A lenda narra a história de uma princesa e um guerreiro que se apaixonam, mas não podem viver o seu amor porque a jovem deve ser preservada em homenagem aos ancestrais.
Flagrados em um encontro discreto, o jovem é morto pelos guerreiros do reino. e a moça tem o seu corpo transformado no sagrado pó que, em sua homenagem foi batizado como Pemba.
Reconto da cultura africana, A lenda da Pemba conta a história de uma paixão impossível que cria uma das mais belas histórias da mística mundial sobre a crença no bem e na manutenção da felicidade, da harmonia e do amor materializado.
Assim, Mipemba, que era tão bela e alegre, ainda espalha o amor, a harmonia e a felicidade para todos aqueles que tocam em seu corpo, agora transformado no sagrado pó-de-pemba. ( techo do livro página29)
Porque o livro é importante?
Africanidades é um tema que está em pauta para reflexão, em todas as esferas da sociedade e cada vez mais se exige o conhecimento da história, arte e cultura africana sem o véu do folclore que minimiza sua importância junto ás matrizes indígenas e européia.
Vale chamar a atenção em relação à alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de n°. 9394/96 (LDBEN), trazida pela Lei Federal de no. 10639/03, que torna obrigatório o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no Currículo Oficial de Ensino e da regulamentação da Lei 10639/03 pelo Parecer CNE/CP 003/2004 e pela Resolução CNE/CP 1/2004 que dispõem sobre as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (DNERHCA).
Quem reconta?

Márcia Regina é autora da Coleção Didática de Artes do Sistema Anglo de Ensino, co-autora do livro Rap e Educação, Rap é Educação com o artigo “O Movimento Hip Hop como registro do sentir e do desejar da Summus Editorial, e co-autora do livro De olho na Cultura: um ponto de vista afro-brasileiro. desenvolve e acompanha projetos e pesquisas metodológicas em Arte-Educação e Educação para a Diversidade.
Atualmente, é docente do ensino superior atuando na área de artes e tem se dedicado á pesquisa e publicações sobre artes e culturas africana e afro-brasileira
Quem ilustra?

Rosana Paulino obteve o título de Bacharel em Gravura pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo em 1995 e o de especialista em gravura pelo London Print Studio, Londres em 1998.
Participou de varias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e algumas de suas obras fazem parte do acervo de importantes coleções públicas como MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, Brasil, Pinacoteca Municipal – Centro Cultural São Paulo, SP, Brasil e Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia, MG, Brasil.
Saber mais sobre Rosana Paulino ver:
http://www.rosanapaulino.blogspot.com
Márcia e Rosana. Um dia um encontro. Conversa vai conversa vem e vai e vem. Em pouco tempo ficaram sabendo que compartilham a paixão pelas imagens e pela educação. Ficaram sabendo também que compartilham, na vida, as referências que no Brasil bebem em fontes das culturas africanas. Um dia Mais que encontro, a oportunidade de criação conjunta.
A venda na Larousse e principais livrarias.
http://www.larousse.com.br/

Livro "O Branqueamento do Trabalho"
Focado na segunda metade do século XIX o livro aborda a transição do trabalho escravo para o trabalho livre na cidade de São Paulo, as ocupações exercidas por negros libertos, sua incipiente ascensão social e como posteriormente foram excluídos do mercado de trabalho assalariado.
O texto, desenvolvido sob orientação da professora doutora Vera Lucia Amaral Ferlini, se baseia em documentação dos arquivos do Estado, do Município, da Cúria Metropolitana, do Tribunal de Justiça e de vasta bibliografia onde se destacam Florestan Fernandes, Clovis Moura, Maria Odila Leite da Silva Dias e Lilia Schwarcz. É resultado de dissertação de mestrado defendida em 2007 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
O autor sustenta que a exclusão econômica, matriz da exclusão social, à que os negros brasileiros foram relegados, é resultado de um conjunto de ações protagonizadas pelo setor mais dinâmico e poderoso da classe dominante de então – os cafeicultores paulistas – materializadas no incentivo a imigração de italianos, espanhóis, portugueses, alemães e diversos outros povos, para ocuparem os postos de trabalho antes destinados aos escravos.
A opção por marginalizar os ex-escravos e seus descendentes seria resultado de uma concepção racista desenvolvida pelas elites intelectuais brasileiras a partir de elaborações teóricas como o darwinismo social e a eugenía que teriam dado origem a “Ideologia do Branqueamento”.
Esta “ideologia” pregava que o Brasil era um país “atrasado e selvagem” porque a maioria da sua população, composta de índios, negros e mestiços, era inferior e incivilizável, sendo necessário “branqueá-la”. Para tanto deveria se promover a entrada de milhares de imigrantes europeus, “civilizados, trabalhadores, superiores do ponto de vista moral, espiritual, cultural, mental e físico”.
Assim, parte dos negros, uma vez libertos, teriam sido condenados aos trabalhos menos importante para a economia do País, com alto grau de informalidade, pior remunerados, insalubres e em muitos casos em situações análogas à escravidão. A outra parte teria se deparado com o desemprego estrutural e hereditário com todas as conseqüências advindas daí.
O resultado, conclui o historiador, é que a República e o capitalismo no Brasil se constroem sob a égide do racismo, com profundo desprezo pelo trabalhador nacional e baseados em desigualdades entre negros e brancos que se mantém até os dias de hoje.

Ramatis Jacino, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul em 11 de junho de 1957, filho de um carteiro e uma costureira, a época ex-militantes do Partido Comunista.
Mora em São Paulo desde 1972. Foi servente de pedreiro, balconista, porteiro, auxiliar de escritório, gráfico, motorista e vendedor. Militante político desde 1974, participou de diversas organizações de luta contra o racismo. Fundador do PT e da CUT, já foi vice-presidente do Diretório Municipal deste partido na cidade de São Paulo. Professor efetivo de História na rede pública estadual é lotado na Escola Estadual República da Guatemala, em Itaim Paulista, extremo leste da cidade de São Paulo. Assessora a Direção Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e é membro da direção paulista da Central Única dos Trabalhadores. Doutorando em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH da Universidade de São Paulo, é mestre em História Econômica pela mesma Universidade, sob orientação da professora doutora Vera Lucia Amaral Ferlini.
Sua graduação foi no ano de 2000, na Universidade Braz Cubas em Mogi das Cruzes.

O Branqueamento do Trabalho, Ramatis Jacino. Nefertiti Editora Ltda., 2008, 168 páginas. História econômica do Brasil (1872/1890). Áreas de interesse: História, Geografia, Sociologia, Antropologia, Economia. Pedidos com o autor: ramatis@pt.org.br

Cem Anos e Mais de Bibliografia sobre o Negro no Brasil
(obra revisada, corrigida e ampliada - classificação por assunto)
Organizador: Kabenguele Munanga
Pesquisadores: Antonia de Lourdes dos Santos e Kabenguele Munanga
cem anos e mais kabenguele munanga.pdf

Dica de Blogs e Sites

A Cor da Cultura - A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.
http://www.acordacultura.org.br/

Aruanda Mundi
www.aruandamundi.com

Ballet Folclórico da Bahia
O BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA (BFB), única companhia de dança folclórica profissional do país, foi criado em 1988 por Walson Botelho e Ninho Reis e apresenta, desde então, um significativo currículo de atividades, especialmente os prêmios e turnês nacionais e internacionais, além de um considerável prestígio refletido na resposta do público e da crítica especializada.
http://www.balefolcloricodabahia.com.br

Bamanan - Língua e Cultura Bambara (em francês)
http://www.bamanan.org/

Blog Terreiro de Mauá
Terreiro de Maua

Casa das Áfricas - Espaço cultural e de estudos sobre sociedades africanas
Clique aqui

Casa de Cultura da Mulher Negra
Programas Desenvolvidos pela CCMN:
Violência doméstica, racial e sexual Por uma Educação sem Discriminação
Comunicação
Centro de Documentação e Pesquisa Carolina de Jesus
Capacitação de Mulheres e Adolescentes Negras
Geração de Renda & Resgate Cultural
Casa de Cultura da Mulher Negra

Donaba - Site Francês sobre Cultura Malinkê.
Clique aqui

Fundação Cultural Palmares - formula e implanta políticas públicas que têm o objetivo de potencializar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento, a partir de sua história e cultura.
Clique aqui

Géledes Instituto da Mulher Negra
Organização política de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras, em particular, e da comunidade negra em geral.
http://www.geledes.org.br/

Ilú Obá De Min - Educação, Cultura e Arte Negra
www.iluobademin.com.br

Jornal Ìrohìn - O Ìrohìn nasce em 1996 como fruto da movimentação em torno da Marcha Zumbi 300 anos, contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida (1995). Sediado em Brasília - capital do país e sede de governo - em seus primeiros anos o Ìrohìn se propõe a dois objetivos: articular as organizações do movimento negro para acompanhamento de políticas governamentais de promoção da comunidade afro-brasileira por meio da capacitação de lideranças negras para esse acompanhamento; e acompanhar a atuação do Congresso Nacional em assuntos diretamente relacionados aos direitos e promoção da comunidade afro-brasileira.
Clique aqui

Mazza Edições
MAZZA EDIÇÕES reflete em seu catálogo o empenho de escritores e leitores, que acreditam na construção de uma sociedade baseada na ética, na justiça e na liberdade. Acreditando nisso, a MAZZA EDIÇÕES investiu na publicação de autores / autoras negro(a)s e de livros que abordam os diversos aspectos da cultura afro-brasileira relacionada, por sua vez, a um largo segmento das populações excluídas no Brasil.
Mazza Edições

Som Negro Músicas Africanas e de Influência Africana
http://somnegro.wordpress.com/

Quilombhoje Literatura
Dentre as várias propostas do Quilombhoje estão as de incentivar a leitura e dar visibilidade a textos e autores afro-descendentes.
http://www.quilombhoje.com.br/
 

Fotos

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Etiópia

Eventos do mês da Consciência Negra - Confira todas as atividades em EVENTOS.

O Mês de Novembro tem sua magia originária do lendário Zumbi dos Palmares, simbolo de luta pela igualdade do negro deste pais.
O NUPE - Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão, vinculado a PROEX - Pró-Reitoria de Extensão Universitária, convida Jader Nicolau Jr., fotógrafo, e jornalista, para narrar através de suas imagens um pouco de fatos ocorridos na comunidade negra nos últimos 10 anos.
A abertura aconteceu no dia 16/11/ 2009, às 16h30min e contou com a presença da Pró-Reitora de Extensão Universitária Profa. Dra. Maria Amélia de Araújo, do Coordenador Executivo do NUPE, Prof. Dr. Sebastião Lemes e de apresentações culturais, do músico Haroldo Oliveira, da dupla afinada na Bossa Nova, Ana Cláudia Brasil e Ronaldo Perez e um desfile de moda afro-brasileira, da estilista Marisa Moura.
Compareçam - mostra aberto ao- público até dia 27/11/2009 - sexta-feira
Horário de visitas - 2ª à 6ª - das 8:00 às 18h30min
End. R. Quirino de Andrade, 215 - Centro -São Paulo - SP - próximo ao Metrô Anhagabau
Mais informes- 11 2773 8863

SEC comemora Dia da Consciência Negra com atrações em São Paulo

No dia 20 de novembro, um palco montado na Praça da Sé, centro da capital paulista, recebe as comemorações do Dia da Consciência Negra. As atividades começam às 9h e seguem até as 20h. Entre os destaques da programação, shows de Elza Soares, Luiz Melodia e Quinteto em Branco e Preto.
As festividades começam no interior da Catedral da Sé, com apresentação do Coral da Família Alcântara, às 10h, seguida de Missa afro-brasileira com a participação do Coral da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a presença de oito Congadas de São Paulo e de Minas Gerais.
Após a missa, o Mestre de Cerimônia Max B.O e os atores Eduardo Silva e Mafalda Pequenino chamam, ao palco principal, o bloco afro Ilê Aiyê e as 10 rainhas da Noite da Beleza Negra. Às 14h, é a vez do rapper paulista Kamau convidar o rapper GOG e o DJ King para assumir as pick ups e embalar o público ao som de muito hip-hop. Às 15h30, a DJ Vivian Marques traz hits do Funk dos anos de 1970/80 e um pouco de Soul.
Na sequência, às 16h, entram em cena o Quinteto em Branco e Preto, Dona Inah, Germano Mathias e Murilão, para uma homenagem à velha guarda do samba paulista. No repertório, clássicos como Lua Nova, Mãe África e Praça 14 Bis. Às 18h, Luiz Melodia e banda sobem ao palco trazendo sucessos como Fadas, Diz Que Fui Por Aí, Farrapo Humano, Pérola Negra, Magrelinha, Negro Gato e Codinome Beija-Flor. Para fechar a noite, às 20h, Elza Soares e o saxofonista Thiago França fazem o show de encerramento.
Confira a programação completa:
9h às 9h45 – Cortejo das Congadas e entrada na Catedral da Sé
10h - Catedral da Sé – Coral Família Alcântara (MG)
11h - Missa Catedral da Sé – Ritualístico afro-brasileiro, integrada por grupos de moçambiques e congadas;
Coral da Osesp – Entoando a Missa Afro-Brasileira (de batuque e acalanto) do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca.
12h – Palco da Praça da Sé – ILÊ AIYÊ – A Noite da Beleza Negra
14h – Momento Hip-Hop – Kamau convida GOG e DJ King
15h30 - DJ Vivian Marques
16h - Momento Samba – Quinteto em Branco e Preto convida Dona Inah (SP), Germano Mathias (SP) e Murilão (RJ)
17h30 – DJ Vivian Marques
18h – Momento MPB – Luiz Melodia e Banda
DJ Tony Hits (Samba-Rock)
20h – Palco – Elza Soares e Banda convida o saxofonista Thiago França
Segue anexo o cartaz do evento.
Atenciosamente,
Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias
Secretaria de Estado da Cultura
Governo de São Paulo


Programaçao acre.doc

Guem no Brasil


Consciência Negra
Clóvis Moura: a sua militância e intelectualidade
Debate Cedem/Unesp

Rebeliões da Senzala (Edições Zumbi – 1959, São Paulo) de Clóvis Moura (1925-2003), livro que completa cinquenta anos de publicação, será o centro do debate no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
Enquanto a maioria dos estudiosos pertencente à geração do autor procurava em suas pesquisas desvendar o lado etnográfico e folclórico do negro, Clóvis Moura dirigiu a sua pesquisa para o campo histórico, pois, para ele, era o que poderia explicar a questão do negro no Brasil. Caio Prado Junior (1907-1990) em carta endereçada ao autor se referiu ao livro como “um ponto de partida, que nos faltava, para a sistematização e compreensão geral de um assunto de considerável importância para nossa historiografia”.
A obra analisa as formas mais destacadas de resistência dos escravos, como: os quilombos, as insurreições e as guerrilhas que se estenderam até a abolição da escravatura. Além disso, apesar de ser a documentação esparsa e pouco acessível, em quase todas as regiões brasileiras, mostra como essas lutas foram muito mais profundas e duradouras do que pretendem alguns pesquisadores que veem no escravo negro um elemento dócil.
Uma vez que no dia 20 de novembro celebramos na cidade de São Paulo o feriado do Dia Nacional da Consciência Negra, dedicado à reflexão da inserção do negro na sociedade brasileira, faz-se importante nos unirmos para uma breve discussão sobre a questão étnico-racial e seus desdobramentos na conjuntura do país em que vivemos. Esta data em que se rememora o assassinato de Zumbi dos Palmares tem o sentido de evocação de um passado de luta e resistência diante da aparente impotência gerada pela escravidão na colônia portuguesa e esta efeméride contrapõe-se à comemoração da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, data que por muito tempo representou a redenção dos escravos.
Debatedores
Soraya Moura
Historiadora - USP
Pesquisadora e Coordenadora de Projetos do Memorial do Imigrante
Filha de Clóvis Moura
João Baptista Borges Pereira
Doutor em Antropologia - USP, Professor da USP e do Mackenzie
Presidente da Comissão Permanente de Políticas Públicas para a População Negra da USP
Mediadora
Célia Reis Camargo
Doutora em História Social - UNESP
Professora do Depto de História - UNESP/Assis
Coordenadora do CEDEM
PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Local: CEDEM/UNESP – Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé)
Quando: 19/11/09 às 18h30 – 5ª feira – (11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br


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Como parte das comemorações no Mês da Consciência Negra, uma programação que pretende aproximar o público da obra do poeta, dramaturgo e ator Solano Trindade.


Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

Inscrições até 20 de novembro
O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero integra o Programa Mulher e Ciência, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, e tem como objetivo estimular a produção científica
e a reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismo no país, e de promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas.
As inscrições podem ser feitas em 5 categorias:
1) Mestre e Estudante de Douturado
2) Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado
3) Estudante de Graduação
4) Estudante do Ensino Médio
5) Escola Promotora de Igualdade de Gênero
Mais Informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br

NEA ONNIM NO SUA A, OHU - Quem não sabe, pode saber aprendendo

Sabedoria do Oeste Africano : Símbolos Adinkra & Significados

NEA ONNIM NO SUA A, OHU "Quem não sabe, pode saber aprendendo"
símbolo do conhecimento, da instrução longa da vida e da procura continuada para o conhecimento
Os símbolos africanos conhecidos como Adinkra estão presentes no Gana, país do oeste Africano, situado entre a Costa do Marfim e Togo. Em roupas e paredes, em cerâmica e logotipos, os símbolos dos Asantes podem ser encontrados em todos os lugares.

O jongo, ritmo e dança

O jongo, ou caxambu é um ritmo que teve suas origens na região africana do Congo-Angola. Chegou ao Brasil-Colônia com os negros de origem bantu trazidos como escravos para o trabalho forçado nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
A demanda por mão-de-obra para o trabalho na mineração e nas fazendas de café intensificou o tráfico negreiro. Com a decadência econômica de outras regiões do país, uma massa imensa de escravos imigrou para o Sudeste onde, em alguns momentos, mais da metade da população era formada por africanos, a maioria de ascendência bantu.
A influência da nação bantu foi fundamental na formação da cultura brasileira.
Para acalmar a revolta e o sofrimento dos negros com a escravidão e distrair o tédio dos brancos, os donos das isoladas fazendas de café permitiam que seus escravos dançassem o jongo nos dias dos santos católicos.
Para esses negros africanos e seus filhos, o jongo era um dos únicos momentos permitidos de trocas e confraternização.
O jongo é uma dança profana para o divertimento, mas uma atitude religiosa permeia a festa. Antigamente, só os mais velhos podiam entrar na roda. Os jovens ficavam de fora observando. Os antigos eram muito rígidos com os mais novos e exigiam muita dedicação e respeito para ensinar os segredos ou “mirongas” do jongo e os fundamentos dos seus pontos.
Os pontos do jongo têm linguagem metafórica cifrada, exigindo muita experiência para decifrar seus significados. Os jongueiros eram verdadeiros poetas-feiticeiros, que se desafiavam nas rodas de jongo para disputar sabedoria. Com o poder das palavras e uma forte concentração, buscavam encantar o outro por meio da poesia do ponto de jongo. Quem recebesse um ponto enigmático tinha que decifrá-lo na hora e respondê-lo (”desatar o ponto”). Caso contrário, ficava enfeitiçado, “amarrado”, chegando a desmaiar, perder a voz, se perder na mata, ou até mesmo morrer instantaneamente. Atualmente esses fatos não acontecem mais.
O jongo é uma dança dos ancestrais, dos pretos-velhos escravos, do povo do cativeiro, e por isso pertence à “linha das almas”. Contam que aquele que tem a “vista forte” é capaz de enxergar um antigo jongueiro falecido se aproximar da roda para relembrar o tempo em que dançava o caxambu.
Contam também que alguns jongueiros, à meia-noite, plantavam no terreiro uma muda de bananeira que, durante a madrugada, crescia e dava frutos distribuídos para os presentes.
Até hoje, alguns núcleos familiares de afro-descendentes persistem em manter viva a tradição do jongo.

A festa

Os negros montam uma fogueira e iluminam o terreiro com tochas.
Do outro lado, armam uma barraca de bambu para os pagodes, um arrasta-pé onde os casais dançam o calango ao som da sanfona de oito baixos e pandeiro.
À meia-noite, a negra mais idosa e responsável pelo jongo interrompe o baile, sai da barraca e caminha para o terreiro de “terra batida”
É hora de acender a fogueira e formar a roda. As fagulhas da fogueira sobem pro céu e se misturam com as estrelas. Ela se benze nos tambores sagrados, pedindo licença aos pretos-velhos - antigos jongueiros que já morreram - para iniciar o jongo.
Improvisa um verso e canta o primeiro ponto de abertura. Todos respondem cantando alto e batendo palmas com grande animação. O baticum dos tambores é violento. O primeiro casal se dirige para o centro da roda. Começa a dança.
Durante a madrugada, os participantes assam na fogueira batata-doce, milho e amendoim. Alguns fumam cachimbo, tomam cachaça, café ou caldo de cana quente para se esquentar.
O jongo é muito animado e vai até o sol raiar, quando todos cantam para saudar o amanhecer ou “saravá a barra do dia”.
Dança-se o jongo no dia 13 de maio, consagrado aos pretos-velhos, nos dias de santos católicos de devoção da comunidade, nas festas juninas, nos casamentos e, mais recentemente, em apresentações públicas.

Dança

Os jongueiros dançam muitas vezes descalços, vestindo as roupas comuns do dia-a-dia.
O jongo é uma dança de roda e de umbigada. Um casal de cada vez dirige-se para o centro da roda girando em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. De vez em quando, aproximam-se e fazem a menção de uma umbigada. A umbigada no jongo é de longe.
Logo um outro entra roda, pedindo licença: “Dá uma beirada cumpadre!” ou “Bota fora ioiô!” Os casais, um de cada vez, vão se revezando até de manhã numa disputa de força, ginga e agilidade.
Durante a dança, o casal trava uma comunicação pelo olhar, que vai determinando o deslocamento pela roda e o momento da umbigada.
No jongo da Serrinha, existe um passo que se chama “tabiá”, uma pisada forte com o pé direito.

Os instrumentos
O jongo é dançado ao som de dois tambores, um grave (caxambu ou tambu) e um agudo (candongueiro). O repicar do candongueiro atravessa os vales, avisando aos jongueiros das fazendas distantes que é noite de jongo.
Os tambores são feitos de tronco de árvores escavados com um pedaço de couro fixado com pregos numa das extremidades. São de origem bantu e conhecidos em Angola e no Brasil como “ngoma”. Antes do jongo começar, eles são aquecidos no calor da fogueira, que estica o couro e afina o som.
Em alguns locais, os tambores são acompanhados por uma cuíca de som grave, a angoma -puíta ou onça (na África chamada de “mpwita”), e por um chocalho de palha trançada com fundo de cabaça, chamado guaiá.
Durante a madrugada, os tambores começam a ficar úmidos de sereno, perdendo o som. Por isso são levados várias vezes para perto do fogo para serem afinados. Enquanto esperam, os jongueiros vão para a barraca dançar o calango.
Os tambores são sagrados, pois tem o poder de fazer a comunicação com o outro mundo, com os antepassados, indo “buscar quem mora longe”. No início da festa, os jongueiros vão se benzer, tocando levemente no seu couro em sinal de respeito.
Mestre Darcy inventou um terceiro tambor solista reproduzindo as células rítmicas emitidas pelos sons guturais que saiam da garganta da jongueira centenária Vovó Tereza quando essa dançava o jongo.

Pontos

O canto do jongo é responsorial. É cantado primeiramente pelo solista, com versos livres improvisados, e o refrão respondido por todos.
Os pontos de jongo têm frases curtas que retratam o contato com a natureza, fatos do cotidiano, o dia-a-dia de trabalho braçal nas fazendas e a revolta com a opressão sofrida. São cantados no linguajar do homem rural, com sotaque de preto-velho, e gungunados, numa espécie de som gutural bem resmungado saído do peito.
Os pontos misturam o português com heranças do dialeto africano de origem bantu, o quimbundo. São criados de improviso e exigem grande criatividade, agilidade mental e poesia, muito comuns aos negros bantus.
Os jongueiros trocaram o sentido das palavras criando um novo vocabulário passando a conversar entre si por meio dos pontos de jongo numa linguagem cifrada. Só alguém com muita experiência consegue entender os seus significados. Assim, os escravos se comunicavam por meio de mensagens secretas, que muitas vezes protestavam contra a escravidão, zombavam dos patrões publicamente, combinavam festas de tambor e fugas.
Quando algum jongueiro quer cantar um outro ponto, interrompendo o anterior, ele põe as mãos no couro dos tambores e grita a palavra “ machado” ou “cachoeira”. Isso cala os tambores, interrompendo o ponto anterior e a dança para que o jongueiro em seguida “tire” um novo ponto.
Os pontos podem ser de diversos tipos:
abertura ou licença - para iniciar a roda de jongo
louvação - para saudar o local, o dono da casa ou um antepassado jongueiro
visaria - para alegrar a roda e divertir a comunidade
demanda, porfia ou “gurumenta”
- para a briga, quando um jongueiro desafia seu rival a demonstrar sua sabedoria
encante - era cantado quando um jongueiro desejava enfeitiçar o outro pelo ponto
encerramento ou despedida - cantado ao amanhecer para saudar a chegada do dia e encerrar a festa

O jongo e o samba

O jongo influenciou decisivamente o nascimento do samba no Rio de Janeiro. No início do século 20 o jongo era o ritmo mais tocado no alto das primeiras favelas pelos fundadores das escolas de samba antes mesmo do samba nascer e se popularizar. Os antigos sambistas da velha guarda das escolas de samba realizavam rodas de jongo em suas casas. Nessas festas visitavam-se uns aos outros, recebendo também jongueiros do interior.
Os versos do partido-alto e do samba de terreiro são inventados na hora pelo improvisador. Esse canto de improviso nasceu das rodas de jongo. A umbigada, que na língua quimbundo se chama “semba”, originou o termo samba e também faz parte do samba primitivo. A “mpwita”, instrumento congo-angolano presente no jongo, é a avó africana das cuícas das baterias das escolas de samba.
O jongo, por ser uma festa de divertimento, mas com aspectos místicos, fez com que a dança se restringisse aos ambientes familiares. Por isso, ao contrário do samba, que logo conseguiu hegemonia nacional, acabou sendo pouco divulgado. O fato do jongo ser praticado apenas por idosos e proibido para os mais jovens foi outro fator que levou a dança a um processo acelerado de extinção.

Bibliografia recomendada sobre a Serrinha e o jongo:
“Serra, Serrinha, Serrano - O Império do Samba”, de Rachel e Suetônio Valença, José Olympio, 1981.
“Jongo e Candomblé, primos-irmãos”, de Paulo Dias, 2000.
“O jongo”, de Maria de Lourdes Borges Ribeiro, FUNARTE, 1984.
“Jongo da Serrinha - do terreiro aos palcos”, de Edir Gandra, GGE, 1985.
“Silas de Oliveira, do jongo ao samba-enredo”, de Marília T. Barbosa e Artur L. de Oliveira Filho, FUNARTE, 1981.
“Contribução Bantú na Música Popular Brasileira”, de Kazadi wa Mukuna, Terceira Margem, 2000.
“Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro”, de Roberto Moura.
Fonte: http://jongodaserrinha.com/blog/?page_id=12

Missa Luba
A Missa Luba é uma verssão da Missa Latina baseada em canções tradicionais do Congo. Foi arranjada pelo padre franciscano belga Guido Haazen, tendo sido cantada e gravada pela primeira vez em 1958 por "Les Troubadours du Roi Baudouin", um coro de crianças e adolescentes de Kamina.
1. História
O padre Guido Haazen chegou ao Congo Belga em 1953, vindo da bélgica. Em 1954, fundou o Troubadours (que deve seu nome ao rei Baudouin I da Bélgica) como um coro de 45 garotos dos 9 aos 14 anos, além de 15 professores da escola central de Kamina. Em 1958 o grupo excursionou pela europa para e chegou a se apresentar com os Meninos Cantores de Viena. Existia um grande grau de improvisação nas performances, baseadas em canções tradicionais. O Sanctus, por exemplo, se baseia em uma canção de despedida Kiluba. [1]

A primeira gravação, feita em 1958, apresenta o vocalista solo Joachim Ngoi, foi lançada pela Philips em 1963 no Reino Unido e inclui, num dos lados, uma seleção de canções usadas como base para a Missa Luba. As seções do Sanctus e do Benedictus foram lançadas também como um single, que esteve por algum tempo na parada musical do Reino Unido. Em 2004 a Philips lançou a gravação original em CD. O CD, contudo, inclui apenas a missa, sem as versões das canções originais do Congo. Foi lançado também um DVD gravado em 2000. O CD inclui também a Missa Criolla e a Missa Flamenca interpretadas por outros artistas.
Desde os anos 1960 a Missa Luba foi gravada por outros coros, incluindo The Muungano National Choir of Nairobi e o Washington Choral Arts Society.
Padre Haazen faleceu em 2004.

19 de Novembro - Nascimento de Paulo Lauro - primeiro prefeito negro de São Paulo, SP / 1907

PAULO LAURO (DR.) Político descalvadense. Paulo Lauro nasceu em 19 de setembro de 1907, na cidade de Descalvado, filho de Alfredo Gonçalves Lauro e Dona Leopoldina Gonçalves Lauro. Ainda moço, e já professor lecionando em diversos colégios de São Paulo, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, participando intensamente dos movimentos acadêmicos, e colocando grau em 1932. Advogado de grande competência, de lúcida e sólida inteligência, transformou-se em breve tempo num dos maiores criminalistas do país, notabilizando-se a partir de brilhante atuação no Tribunal do Júri, no rumoso “Crime do Restaurante Chinês” - acontecimento significativo do moderno Direito Penal brasileiro. Político nato, somente com o fim do Estado novo militaria mais ativamente na vida pública. Ao lado de Adhemar de Barros, fundou o Partido Social Progressista, sendo seu Secretário-geral até a extinção, após 1964. Com a eleição de Adhemar para o Governo do Estado de São Paulo,exerceu o cargo de Secretário da Justiça municipal, assumindo, em seguida, a Prefeitura da Capital. Prefeito até o início do ano de 1949, inaugurou um sistema de administração que o colocava sempre junto às necessidades da população. Assim, abandonava o conforte do gabinete e saia percorrendo os bairros, resolvendo-lhes de pronto, os problemas mais urgentes. Alcançou, dessa forma, remodelar a periferia de São Paulo, calçando ruas, provendo-lhes iluminação e transporte, e criando parques infantis, mercados distritais e bibliotecas. Em 1950 assumiu o seu primeiro mandato de Deputado Federal, reelegendo-se várias vezes. Na Câmara dos Deputados, ocupou a Vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça, sendo também membro da Comissão de Educação e Cultura, sem embargo de sua função de Delegado Partidário, por mais de 20 anos, junto aos Tribunais Eleitorais. De acendrado espírito partidário, recusou o Ministério da Justiça do Governo Parlamentarista instalado em 1961. Em memorável discurso proferido da tribuna da Câmara, justificou a impossibilidade de aceitação do convite, tão somente por lhe faltar o respaldo da direção do Partido. É que não lhe moviam vaidades ou interesses pessoais. Antes, seu compromisso ligava-o ao Estado de São Paulo, de cuja defesa jamais se afastaria, e às diretrizes nacionais partidárias, que entendia como elenco de deveres inalienáveis. Faleceu no dia 5 de agosto de 1983.
Fonte: http://www.descalvadoonline.com.br/conhecadescalvado/ruasnz.htm

11 de Novembro - Independência de Angola / 1975


O contexto histórico
Situada na África Austral, Angola acedeu à independência a 11 de Novembro de 1975, no meio de uma guerra civil que só terminou em Fevereiro de 2002.
Colonizada por Portugal, Angola só conseguiu obter a sua independência ao preço de muita dor e de muitos sacrifícios. Com efeito, o regime então vigente em Portugal, dirigido pelo Prof. Oliveira Salazar, não tinha aceito descolonizar pacificamente as suas ex-colônias. Assim, aos nacionalistas africanos da Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, não restou outro caminho que não fosse o de pegar em armas e combater o colonialismo.
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas Portuguesas (MFA) promoveu um golpe de estado que derrubou o governo colonialista português e abriu caminho para a independência das ex-colônias portuguesas.
Nessa altura, ao contrário de Moçambique e da Guiné-Bissau, em Angola as forças nacionalistas estavam profundamente divididas e quando o novo regime português quis
descolonizar havia três Movimentos de Libertação no país: a Frente Nacional de Libertação
de Angola (FNLA) dirigida por Holden Roberto, o Movimento Popular de Libertação de
Angola (MPLA) chefado por Agostinho Neto e a União Nacional para a Independência
Total de Angola (UNITA) presidida por Jonas Savimbi.
Como nessas condições não era possível conceder a independência a Angola, a 5 de Janeiro de 1975, no Quénia, sob a mediação do Presidente Jomo Kenyatta, os três Movimentos de Libertação de Angola organizaram uma “plataforma de entendimento” na Cimeira de Mombaça. Em seguida, os mais altos dirigentes da FNLA, do MPLA e da UNITA, foram para Portugal negociar a independência do país, e a 13 de Janeiro de 1975 assinaram com o Governo Português o Acordo de Alvor que previa um Governo de Transição, a formação de um exército único e a convocação de eleições gerais antes da independência de Angola, marcada para 11 de Novembro de 1975.
Infelizmente, antes da data da independência estalou uma guerra civil entre os três Movimentos de Libertação Nacional, a tal ponto que no dia 22 de Agosto de 1975, face à impossibilidade de se realizarem eleições no território e de se proceder pacifcamente à transferência da soberania aos angolanos, a antiga potência colonial portuguesa, suspendeu o Acordo do Alvor, na esperança de restabelecer a situação.
Contudo, a paz não foi restabelecida e a independência teve lugar em plena guerra civil na
presença de exércitos estrangeiros.
Na véspera do dia da independência, pouco depois das 12 horas, em cerimônia que decorreu no Salão Nobre do então Governo Provincial de Angola, perante os jornalistas aí presentes e sem nenhum cidadão angolano, o último representante da soberania portuguesa em Angola, o Alto Comissário Almirante Leonel Cardoso, disse: “em nome do Presidente da República Portuguesa, proclamo solenemente – com efeito a partir das 0 horas do dia 11 de Novembro de 1975 – a independência de Angola e a sua plena soberania, radicada no Povo Angolano a quem pertence decidir as formas do seu exercício”. E prosseguiu dizendo que Portugal entregava Angola aos angolanos, depois de quase 500 anos da sua presença.
A guerra prosseguiu e a 8 de Fevereiro de 1976, o MPLA conseguiu o domínio das cidades e à FNLA e à UNITA não restou outro caminho senão o da guerra de guerrilhas. Com o decorrer do tempo, a FNLA abandonou o maquis, mas a UNITA conseguiu frmar-se, controlar um território e, a 31 de Maio de 1991, forçar um Acordo de Paz com o Governo Angolano, sob a mediação portuguesa de Durão Barroso.
Em 29 e 30 de Setembro de 1992, realizaram-se em Angola as primeiras eleições legislativas e presidenciais e os Partidos Políticos da opsição denunciaram fraude massiva, tendo subscrito uma declaração a esse respeito (Anexo 1). Após aturadas negociações, no dia 30 de Outubro de 1992, a delegação da UNITA e do Governo chegaram a um Acordo tendente a resolver o impasse pós-eleitoral, que seria assinado na tarde desse dia. Tal não aconteceu porque nessa mesma tarde, as instalações da delegação da UNITA foram atacadas pelo Governo.
Seguiram-se violentos confrontos em Luanda onde foram presos e mortos altos dirigentes da UNITA e a guerra recomeçou em todo o país.
Em 31 de Outubro de 1994, sob a mediação de Alioune Blondin Beye das Nações Unidas, foi assinado o Protocolo de Lusaka que permitiu o regresso da paz e a criação do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN). Mas, em Dezembro de 1998, a guerra começou outra vez e a 22 de Fevereiro de 2002 Jonas Savimbi foi morto em combate no México.
Seguiu-se o Protocolo do Luena que criou uma agenda de reconciliação nacional, tendo a paz militar sido formalizada em Luanda, a 4 de Abril de 2002.
A 5 de Setembro de 2008 realizaram-se Eleições Legislativas. O MPLA saiu delas vencedor com 82% dos sufrágios, mas a UNITA e a generalidade da oposição constatou grosseiras e generalizadas irregularidades por todo o país, pondo em causa a lisura de todo o processo eleitoral.
Digno de nota são os relatórios das Missões de Observação da comunidade internacional
(nomeadamente da União Europeia e do Parlamento Pan-Africano) que, eles também,
assinalaram uma série de irregularidades que põem seriamente em causa a lisura deste
processo eleitoral.
http://www.kas.de/upload/auslandshomepages/namibia/Livro-branco/chapter01.pdf

10 de Novembro - O governo Médici proíbe em toda a imprensa notícias sobre índios, esquadrão da morte, guerrilha, movimento negro e discriminação racial / 1969

GOVERNO MEDICI (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Medici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/ditadura/

4 de Novembro - O MNU declara o dia 20 de Novembro Dia da Consciência Negra / 1978

Portal Afro – A instituição do 20 de Novembro como "Dia Nacional da Consciência Negra" partiu de vocês, negros gaúchos. Como surgiu essa idéia?

Oliveira Silveira – O 20 de novembro começou a ser delineado em encontros informais na Rua dos Andradas, aqui em Porto Alegre. Estávamos em 1971. Reuníamo-nos e falávamos muito a respeito do 13 de maio, do fato desta data não ter um significado maior para a comunidade. A partir desta constatação comecei a procurar outras datas que fossem mais significativas para o movimento. Comecei a estudar a fundo a história do negro e constatei que a passagem mais marcante era o Quilombo dos Palmares. Como não haviam datas do início do quilombo, tampouco do nascimento de seus líderes, optei pelo 20 de novembro. Colhi esta informação numa publicação da Editora Abril dedicada a Zumbi, que dava esta data como a de seu assassinato, em 1665. Por ser uma revista, não se apresentava como fonte segura. Resolvi pesquisar um pouco mais, como forma de garantia. mais adiante, no livro "Quilombo dos Palmares", de Edson Carneiro, a data se repetia. Considerei esta fonte segura, pela importância do autor. Além disto, tive acesso a um livro português que transcrevia cartas da época, numa delas era relatada a morte de zumbi, em 20 de novembro de 1665. A partir de então colocamos em ação nossas propostas. Batizamos o grupo de Palmares e registramos seu estatuto, em julho. No dia 20 de novembro do mesmo ano (1971), evocamos pela primeira vez o "Dia Nacional da Consciência Negra", na sede do Clube Marcílio Dias.
Fonte: http://www.portalafro.com.br/portoalegre/oliveira/movimentonegro.htm

1 de Novembro - Morte do escritor Lima Barreto

Romancista, cronista. Fez seus primeiros estudos como interno no Liceu Popular Niteroiense, prestando, após alguns anos, exames para o Ginásio Nacional. Em 1896, matriculou-se no Colégio Paula Freitas, freqüentando o curso preparatório à Escola Politécnica, onde ingressou no ano seguinte. Em 1903, ingressou na Diretoria de Expediente da Secretaria de Guerra, abandonando o curso de engenharia, passando a sustentar a família, já que seu pai enlouquecera e sua mãe havia falecido. Em 1914, foi internado pela primeira vez no Hospício Nacional, por alcoolismo, sendo aposentado através de decreto presidencial. Foi preterido nas promoções da Secretaria de Guerra por sua participação, como jurado, no julgamento dos acusados no episódio denominado «Primavera de Sangue» (1910), que condenou os militares envolvidos no assassinato de uma estudante. Em 1919, esteve pela segunda vez internado no hospício. Candidatou-se duas vezes a membro da Academia Brasileira de Letras; na primeira vez, seu pedido não foi considerado; na segunda, não conseguiu ser eleito. Posteriormente recebeu menção honrosa desta Academia. Fez sua primeira colaboração na imprensa ainda em 1902. Influenciado pela Revolução Russa, a partir de 1918 passou a militar na imprensa socialista, publicando no semanário alternativo ABC um manifesto em defesa do comunismo. Colaborou nos periódicos Correio da Manhã, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Fon-Fon, entre outros. Lançou em 1907, com amigos, a revista Floreal, que teve editados apenas quatro números.


1 de Novembro - É criado o Bloco Afro Ilê Aiyê

ILÊ AIYÊ, primeiro bloco afro da Bahia, inicia sua história em 1º de novembro de 1974, no Curuzu-Liberdade, bairro de maior população negra do pais: 600 mil habitantes.
O objetivo da entidade é preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira, para isso, desde que foi fundado, vem homenageando os países, nações e culturas africanos e as revoltas negras brasileiras que contribuíram fortemente para o processo de fortalecimento da identidade étnica e da auto-estima do negro brasileiro, tornando populares os temas da história africana vinculando-os com a história do negro no Brasil, construindo um mesmo passado, uma linha histórica da negritude.  
O seu movimento rítmico musical, inventado na década de 70, foi responsável por uma revolução no carnaval baiano. A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganha força com os ritmos oriundos da tradição africana favorecendo o reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente  negra. O espetáculo rítmico-musical e plástico que o bloco exibe no Carnaval emociona baianos e turistas e arranca aplausos da população.  
A riqueza plástica e sonora do Ilê Aiyê retoma todas as formas expressadas na evolução dos movimentos de renascimento negro-africano, negro-americano ou afro-americano, as decodifica para o contexto específico da realidade baiana, sem perder de vista a relação de identificação entre todos “os negros que se querem negros” em qualquer parte do mundo, ressaltando sempre o caráter comum da origem ancestral, de um passado comum que nos irmana.
Com 3 mil associados, o Ilê Aiyê é hoje um patrimônio da cultura baiana, um marco no processo de reafricanização do Carnaval da Bahia.
Fonte: http://www.ileaiye.org.br/

Coleção Percepções da Diferença - Neinb

Coleção Percepções da Diferença

A coleção Percepções da Diferença: Negros e brancos na escola é destinada a professores da educação infantil e do ensino fundamental. Seu intuito é discutir de maneira direta e com profundidade alguns temas que constituem verdadeiros dilemas para professores diante das discriminações sofridas por crianças negras de diferentes idades em seu cotidiano nas escolas.
Diferenciar é uma característica de todos os animais. Também é uma característica humana muito forte e muito importante entre as crianças, mesmo quando são bem pequenas, na idade em que freqüentam creches e pré-escolas e começam a conviver com outras observando que não são todas iguais.
Mas como lidar com o exercício humano de diferenciar sem que ele se torne discriminatório? O que fazer quando as crianças se dão conta da diferença entre a cor e a textura dos cabelos, os traços dos rostos, a cor da pele? Como evitar que esse processo se transforme em algo negativo e excludente? Como sugerir que as crianças brinquem com as diferenças no lugar de brigarem em função delas?
Os 10 volumes que compõem a coleção Percepções da Diferença chamam a atenção para momentos em que a diferenciação ocorre, quando se torna discriminatória, e sugerem formas para lidar com esses atos de modo a colaborar para que a auto-estima e o respeito entre crianças sejam construídos.
Os autores discutem conceitos e questionam preconceitos. Fazem sugestões de como explorar as diferenças de maneira positiva, por meio de brincadeiras e histórias, e de leituras que possam auxiliá-los a aprofundar a reflexão sobre os temas, caso desejem fazê-lo.
Para compor a coleção convidamos especialistas e educadores de diferentes áreas. Cada volume reflete o ponto de vista do autor ou da autora de modo a assegurar a diversidade de pensamentos e abordagens sobre os assuntos tratados.
Desejamos que a leitura seja prazerosa e instrutiva.
Gislene Santos
Conheça os livros da coleção:
1 - Percepções da Diferença.
2 - Maternagem. Quando o bebê pede colo.
3 - Moreninho, Neguinho, Pretinho.
4 - Cabelo Bom. Cabelo Ruim.
5 - Professora, não quero brincar com aquela negrinha!
6 - Por quê riem da África?
7 - Tímidos ou indisciplinados?
8 - Professora, existem Santos Negros? Histórias de identidade religiosa negra.
9 - Brincando e ouvindo histórias.
10 - Eles têm a cara preta!
A coleção está disponivel para download no site da Neinb/USP
http://www.usp.br/neinb/?q=node/9



Mensagens de blog

Sergio Souto

Cena de novela causa indignação‏


Taís Araújo ao lado do autor de Viver a Vida, Manoel Carlos. Foto: TV Globo|Rafael França

A cena da novela Viver a Vida em que o personagem de Lília Cabral, Tereza, humilha Helena, vivida por Taís Araújo, indignou várias pessoas . Via e-mail ou em sites especializados, lideranças do movimento negro estão ex… Continuar

Postado por Sergio Souto em 19 novembro 2009 às 0:07 ‚Äî 2 Comentários

Poliana Ferreira dos Santos

Danças Africanas

Dança africana

Na dança africana, cada parte do corpo movimenta-se com um ritmo diferente. Os pés seguem a base musical, acompanhados pelos braços que equilibram o balanço dos pés. O corpo pode ser comparado a uma orquestra que, tocando vários instrumentos, harmoniza-os numa única sinfonia. Outra característica fundamental é o policentrismo que indica a existência no corpo e na música de vários centros energéticos, assim como acontece no cosmo. A dança africana é um texto formado por vár… Continuar

Postado por Poliana Ferreira dos Santos em 18 novembro 2009 às 17:00

Salomão Jovino da Silva

Gabeira e Maya são faces da mesma moeda.

Deputado federal Fernando Gabeira do PV-RJ participa diretamente da obstrução a legislação que ampliará as políticas afirmativas.
Chama nossa atenção nessa lista de deputados contra as políticas afirmativas o nome de Fernando Gabeira ao lado de Rodrigo Maia, , ambos como representantes do RJ (entre os demais partidos de aluguel) . Para quem pertence a campo supra partidário do ativismo anti-racista e que anda empolgado com a possível candidatura de Marina Silva pelo PV, é bom lembrar quem dará a… Continuar

Postado por Salomão Jovino da Silva em 16 novembro 2009 às 9:56 ‚Äî 1 Comentário

Rosivalda dos Santos Barreto

Cotas

Caro amigos Aruandeiros, bom dia!
É necessário tomarmos posições contra os contrários as cotas. É necessário escrevermos contra isto. Infelizmente para participar do debate devem ser apenas pessoas renomadas, intelectuais que tenham trabalhos publicados discutindo esta questão. Tentei me inscrever para isto e a resposta foi a que antecipadamente citei. Entretanto não podemos dar campo a Maggie, Kamel e Demétrio. A cada dia com a ascensão e a capacidade permanente de luta dos negros incomodamos a… Continuar

Postado por Rosivalda dos Santos Barreto em 16 novembro 2009 às 6:31 ‚Äî 2 Comentários

ATELIER DO AGAVE

MINI CURSO SOBRE ESCRAVIDÃO DO RIO GRANDE DO SUL

Mini-Curso sobre Escravidão no Rio Grande do Sul
Em comemoração a Semana da Consciência Negra


com: Thiago Araujo(mestre em história pela UFRGS e doutorando em história da escravidão no RS pela UNICAMP/SP)

Local: Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo

Av. Capivari, 602 bairro Cristal/ Porto Alegre / RS

Datas: 16/11/09 e 19/11/09

Horário: das 16h às 20h


Programação: ZUMBI dos Palmares

dia 16/11/2009

16h- Apresentação dos participantes

16h:15min- Abertura dos Trabalhos… Continuar

Postado por ATELIER DO AGAVE em 11 novembro 2009 às 12:33

Luzinete Araújo Benedito

Novembro- Mês da Cosciência Negra

Brasil, país com maior número de negros fora do continente africano e um dos países mais preconceituosos do planeta!
Brasil, quase quatrocentos anos de escravidão...daqueles que efetivamente construíram as bases do nosso país!
Brasil,muitos lutaram até a morte... resistindo a todo tipo de segregação, opressão e covardia dos que um dia acreditaram que poderiam ser "mais humanos que outros".
Ninguém pode ser mais gente que ninguém!
Somos todos da Raça Humana!
Brasil, saídos da Mãe África, nada pud… Continuar

Postado por Luzinete Araújo Benedito em 9 novembro 2009 às 9:59

Notas

Discriminação religiosa em escola publica no Rio‏

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO

Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 4
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Criado por Baby Amorim 27 Out 2009 at 21:20. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 28 Out.

Reação anti-cotas e ações afirmativas em blog‏

A frente anti-cotas e ações afirmativas que reune um grupo de fraudadores intelectuais que nos seus delírios políticos imaginam que tais políticas arquitetam um conflito de base racial organizado pelos negros contra os brancos com financiamento estrangeiro para desestabilizar o Brasil lançou um blog para difundir suas idéias.
Contra a racialização do BrasilContinuar

Criado por Baby Amorim 23 Out 2009 at 15:23. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 23 Out.

Quilombolas - Tradições e cultura da resistência

Quilombolas - tradições e cultura da resistência


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Criado por Baby Amorim 22 Out 2009 at 0:40. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 22 Out.

Ex-auxiliar de enfermagem nos EUA se torna Rei em Uganda

Ex-auxiliar de enfermagem nos EUA se torna rei em Uganda

Herdeiro real, Charles Mumbere viveu por 20 anos nos EUA.
Presidente de Uganda reconheceu reinado de seu povo.

Da Associated Press

Continuar

Criado por Baby Amorim 21 Out 2009 at 2:28. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 21 Out.

Novo livro de Toni Morrison no dia 20 de outubro

Presença: novo livro de Toni Morrison no dia 20 de Outubro

O novo livro de Toni Morrison, «A Dádiva, será lançado no dia 20 de Outubro pela Presença. A norte-americana foi a primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura, mais concretamente em 1993.

«A Dádiva», de Toni Morrison
«Da aut

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Criado por Baby Amorim 21 Out 2009 at 2:02. Atualizado pela última vez por Baby Amorim 21 Out.

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Diversidades

Revista Palmares Ano 5 - Número 5
Agosto 2009 - Cultura Afro - Brasileira
Faça o download gratuito da Revista Palmares no site da Fundação Palmares
http://www.palmares.gov.br/

Elikia M'Bokolo
São Paulo, Salvador: Casa das Áfricas, Edufba, 2009
Este volume I da África Negra: História e Civilizações cobre o período menos conhecido da história africana e um dos mais difíceis de abordar. Ver-se-á neste livro que este tempo longo do passado africano foi talvez, em primeiro lugar, o das invenções contínuas, sob a forma de uma incessante bricolagem, de laboriosas adaptações ou de rupturas radicais.
À venda na Casa das Áfricas.

Para quando África: entrevista com René Holenstein
Joseph Ki-Zerbo
Rio de Janeiro: Pallas, 2006
O livro traz uma entrevista concedida pelo historiador Joseph Ki-Zerbo a René Holenstein, especialista em estudos africanos e em questões do desenvolvimento. Nesta obra Ki-Zerbo apresenta sua visão sobre questões como as armadilhas das teorias desenvolvimentistas e da globalização, ao mesmo tempo em que critica propostas de isolamento econômico e cultural.
http://www.pallaseditora.com.br/livro_c.php?id=...

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Heider Santos Gonzaga adicionou um evento
21 novembro 2009 o dia inteiro
ESTÁ É A SEXTA EDIÇÃO DA NOSSA CAMINHADA. O EVENTO ALEM DA CAMINHADA PROGRAMADA PARA AS 15h, CONTA COM A APRESENTAÇÃO DE VARIAS ATRAÇÕES NA PRAÇA. RAP, REGGAE, DANÇA AFRO, PERCUSSÃO, PARTIDÃO, TRANÇADO, GRAFITE, BREAK, POESIA E MUITA INFORMAÇÃO.
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EQUIPE R.B.F DA ESQUERDA PARA A DIREITA: MC SAL, DJ IVAN, FABRICIO - PERCUSSÃO, MC ASPRI E EU HEIDER MC. SANKOFA
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ESSA FOI ANO PASSADO. ESTE ANO (2009) NÃO FOMOS PASSEAR, ESTAVAMOS NUMA ESCOLA PUBLICA LEVANDO A TRADIÇÃO ORAL AOS POUTR@S QUE NÃO PUDERAM IR AS PASSEATAS. AXÉ SANKOFA!
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Arlete dos Santos Oliveira deu um presente para Vera
Da Loja de presentes
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Muito bom relembrar isso, para que todos não pensem que é natural...Aliás essa novela é uma falta de respeito com muita gente...
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Da Loja de presentes
13 horas atrás
Vera deu um presente para Arlete dos Santos Oliveira
Da Loja de presentes
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Baby Amorim adicionou um evento
7º Caminhada Zumbi dos Palmares em Pça. Veiga Cabral
20 novembro 2009 de 16:30 a 19:30
7º Caminhada Zumbi dos Palmares Data: Sexta-feira 20/11 Hora: 4:30 PM - 7:30 PM Local: Pça. Veiga Cabral. Macapá-AP Anotações: OBJETIVOS: - Propiciar um espaço nas escolas de discussão e construção de identidade dos educando e educadores, assim co...
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Arlete dos Santos Oliveira adicionou uma foto
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filme sobre a discriminaçao racial e social em escolas particulares , Ótimo para trabalhos com os adolescentes .
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Oi Zé, antes de mostrar cada instrumento me parece fundamental, para começar, apresentar a classificação geral dos instrumentos (sistema criado por Erich von Hornbostel e Curt Sachs) constituída por cinco categorias principais que dizem respeito ...
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Um pacto, uma crença, uma realidade possível!
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Isso é muito bom, isso é bom demais!!!
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Depois Que O Ilê Passar (Caetano Veloso) Rebentou Ilê aiê Curuzu Toque de Angola Ijexá Vamos pra cama Meu bem Me pegue agora Me dê Um beijo gostoso Pode até me amassar Mas me solte Quando o Ilê passar Quero ver você Ilê aiê Passar por aqui Não ...
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Baby Amorim adicionou uma discussão ao grupo Bravas Mulheres
Subjetividades: as lentes das tramas de uma experiência pessoal que é coletiva e objetiva. Elisabete Aparecida Pinto 1- Introdução Subjetividade não pode ser entendida apenas como o antônimo de objetividade. Penso, não existir mais objetivo do qu...
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