
Neste sábado, 31, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre
O livro é da escritora negra mineira Cidinha da Silva que inaugura um novo estilo, a literatura infantil. A sessão de autógrafos marcada para sábado terá início às 19 horas no Ateliê da Imagem no Armazém A do Cais do Porto.
Cidinha da Silva é escritora e parceira de MARIA MULHER - Organização de Mulheres Negras. A cada ano, especialmente nesta época, quando as ruas de Porto Alegre são tomadas pelo lilás dos jacarandás, pelos ipês amarelos e azáleas incrivelmente coloridas, Cidinha brinda as mulheres e homens gaúchos com uma nova criação literária. Desta vez, a mineira, historiadora, ensaista e ativista do movimento de mulheres negras devotou um olhar especial para as crianças e adolescentes e inspirada escreveu Os nove pentes d'África, seu primeiro livro de conto infanto-juvenil.
A publicação será apresentada, pela primeira vez no país, em noite de autógrafos na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, neste sábado, 31/10, cujo patrono, o jornalista e escritor Carlos Urbim tem, igualmente, nas crianças o foco de suas histórias. Este é o quarto livro de Cidinha da Silva que deve repetir o sucesso de vendas de suas obras anteriores.
O evento está marcado para as 19 horas no Ateliê da Imagem, localizado no Armazém A do Cais do Porto. A promoção é de MARIA MULHER com apoio da Liga Brasileira de Lésbicas e Grupo Mulheres Rebeldes. Antes da sessão de autógrafos, às 17 horas, no mesmo local, a autora estará participando dos Diálogos sobre Literatura a convite de organizações do movimento feminista e de mulheres.
Crianças e adultos - A mais recente obra literária de Cidinha da Silva foi feita para o público infantil, mas terá, com certeza, leitura disputada pelos adultos. A história construída em 56 páginas, com ilustração da atriz Iléa Ferraz, é lançamento da Mazza Edições, editora de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na apresentação de seu novo livro, a escritora expressa que "Os nove pentes d'África" tecem um bordado de poesia e surpresa na tela de uma família negra brasileira. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá, personagem condutor, são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.
O livro de Cidinha da Silva cativa pelo universo das relações familiares, no respeito à sabedoria dos mais velhos e à ancestralidade africana. A autora faz sua estréia num campo de poucos autores dedicados a escrever histórias para crianças e adolescentes.
Estímulo necessário - A motivação, segundo a autora, veio de casa, da família "e em especial dos pequenos, uma sobrinha, com seis anos, em processo de alfabetização, soletrava as letras do Tridente - referência ao seu segundo livro Cada Tridente em seu lugar" -. Aquilo me comovia e angustiava. Expliquei que se tratava de um livro para adultos, por isso as letras eram pequenas e daí sua dificuldade para ler. Ela então me perguntou: "- Tia quando você vai escrever livros para crianças?".
Na indagação infantil o estímulo necessário para a escritora mergulhar nesse novo processo criativo. Cidinha da Silva está fascinada pela experiência. "Creio que ficarei neste este caminho por algum tempo. Estou determinada a ser lida pelos pequenos da minha casa, enquanto são pequenos, e fico felicíssima quando meus sobrinhos levam meus livros para a biblioteca da escola em que estudam, ou quando encontram meus livros por lá e vêm me contar. É delicioso sentir que eles têm orgulho de mim e agora poderão ler minha literatura sem esforço, apenas por prazer".
Outras publicações da autora - "Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras", de 2003, um livro de ensaios organizado por Cidinha da Silva com a parceria de sete outros autores e autoras. "Cada tridente em seu lugar", já em segunda edição (2006/2007), é o seu primeiro livro de ficção. Em 2008, Cidinha da Silva publica "Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor", um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, que gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor e do corpo. Depois da Feira do Livro, suas publicações poderão ser encontradas na Palavraria - Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim, 51 32684260.
Serviço
O que é: Lançamento do livro de Cidinha da Silva: Os nove pentes d´África
Quando: sábado, 31 de outubro de 2009
Horário: 19 horas
Onde: Ateliê da Imagem, localizado no Armazém A do Cais do Porto - Porto Alegre/RS
Depois da Feira do Livro, suas publicações poderão ser encontradas na Palavraria - Rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim, 51 32684260.
African Studies Programs, Research Centers, & Universities
This document provides access to information available on the Internet. For a broader view of the study of Africa at institutions around the world and volunteer programs in Africa.
Programas de Estudos e Centro de Pesquisas & Universidades.
Este site fornece acesso a informações disponíveis na Internet.
O ojetivo é fornecer uma visão mais ampla sobre os estudos sobre África em instituições ao redor do mundo e programas voluntários em África.
http://www.columbia.edu/cu/lweb/indiv/africa/cuvl/afstprog.html

Amkoullel, O Menino Fula
Amadou Hampátê Bâ
São Paulo: Casa das Áfricas/Palas Athena, 2007 (primeira edição 2003)
Na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima. A frase, do malinês Amadou Hampâté Bâ, expressa a importância da transmissão oral no continente e a sensação de ouvir um sábio africano relatar suas experiências: é como se vários livros se abrissem, com uma profusão de detalhes, para dar voz às histórias e às tradições locais.
A venda na Casa das Áfricas
www.casadasafricas.org.br

Lançamento do livro A Lenda da Pemba
O que é pemba?
A Pemba, de origem africana, é um instrumento
Ritualístico de alto significado na cultura africana e afro-brasileira.
Confecciona-se a Pemba com uma substância chamada “caulim” (argila pura de cor branca), importado da África.
Lá na África, ainda hoje, os chefes das aldeias esfregam a pemba no corpo em situações de confronto com inimigos, os negociantes a esfregam nas mãos para ter sucesso nos negócios e, nos casamentos, os padrinhos passam a pemba no rosto do noivo e da noiva para atrair a felicidade e manter a união.
Cá no Brasil, a pemba está presente nos rituais dos cultos de origem africana como um instrumento sagrado.
Acredita-se que, por conter a força vital que une o reino dos vivos e o reino dos mortos, os desenhos realizados com ela têm o poder de estabelecer o contato com as entidades do mundo invisível.( trecho do livro páginas 28 e 29
Porque é objeto sagrado?
A lenda narra a história de uma princesa e um guerreiro que se apaixonam, mas não podem viver o seu amor porque a jovem deve ser preservada em homenagem aos ancestrais.
Flagrados em um encontro discreto, o jovem é morto pelos guerreiros do reino. e a moça tem o seu corpo transformado no sagrado pó que, em sua homenagem foi batizado como Pemba.
Reconto da cultura africana, A lenda da Pemba conta a história de uma paixão impossível que cria uma das mais belas histórias da mística mundial sobre a crença no bem e na manutenção da felicidade, da harmonia e do amor materializado.
Assim, Mipemba, que era tão bela e alegre, ainda espalha o amor, a harmonia e a felicidade para todos aqueles que tocam em seu corpo, agora transformado no sagrado pó-de-pemba. ( techo do livro página29)
Porque o livro é importante?
Africanidades é um tema que está em pauta para reflexão, em todas as esferas da sociedade e cada vez mais se exige o conhecimento da história, arte e cultura africana sem o véu do folclore que minimiza sua importância junto ás matrizes indígenas e européia.
Vale chamar a atenção em relação à alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de n°. 9394/96 (LDBEN), trazida pela Lei Federal de no. 10639/03, que torna obrigatório o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no Currículo Oficial de Ensino e da regulamentação da Lei 10639/03 pelo Parecer CNE/CP 003/2004 e pela Resolução CNE/CP 1/2004 que dispõem sobre as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (DNERHCA).
Quem reconta?

Márcia Regina é autora da Coleção Didática de Artes do Sistema Anglo de Ensino, co-autora do livro Rap e Educação, Rap é Educação com o artigo “O Movimento Hip Hop como registro do sentir e do desejar da Summus Editorial, e co-autora do livro De olho na Cultura: um ponto de vista afro-brasileiro. desenvolve e acompanha projetos e pesquisas metodológicas em Arte-Educação e Educação para a Diversidade.
Atualmente, é docente do ensino superior atuando na área de artes e tem se dedicado á pesquisa e publicações sobre artes e culturas africana e afro-brasileira
Quem ilustra?

Rosana Paulino obteve o título de Bacharel em Gravura pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo em 1995 e o de especialista em gravura pelo London Print Studio, Londres em 1998.
Participou de varias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e algumas de suas obras fazem parte do acervo de importantes coleções públicas como MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, Brasil, Pinacoteca Municipal – Centro Cultural São Paulo, SP, Brasil e Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia, MG, Brasil.
Saber mais sobre Rosana Paulino ver:
http://www.rosanapaulino.blogspot.com
Márcia e Rosana. Um dia um encontro. Conversa vai conversa vem e vai e vem. Em pouco tempo ficaram sabendo que compartilham a paixão pelas imagens e pela educação. Ficaram sabendo também que compartilham, na vida, as referências que no Brasil bebem em fontes das culturas africanas. Um dia Mais que encontro, a oportunidade de criação conjunta.
A venda na Larousse e principais livrarias.
http://www.larousse.com.br/

Livro "O Branqueamento do Trabalho"
Focado na segunda metade do século XIX o livro aborda a transição do trabalho escravo para o trabalho livre na cidade de São Paulo, as ocupações exercidas por negros libertos, sua incipiente ascensão social e como posteriormente foram excluídos do mercado de trabalho assalariado.
O texto, desenvolvido sob orientação da professora doutora Vera Lucia Amaral Ferlini, se baseia em documentação dos arquivos do Estado, do Município, da Cúria Metropolitana, do Tribunal de Justiça e de vasta bibliografia onde se destacam Florestan Fernandes, Clovis Moura, Maria Odila Leite da Silva Dias e Lilia Schwarcz. É resultado de dissertação de mestrado defendida em 2007 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
O autor sustenta que a exclusão econômica, matriz da exclusão social, à que os negros brasileiros foram relegados, é resultado de um conjunto de ações protagonizadas pelo setor mais dinâmico e poderoso da classe dominante de então – os cafeicultores paulistas – materializadas no incentivo a imigração de italianos, espanhóis, portugueses, alemães e diversos outros povos, para ocuparem os postos de trabalho antes destinados aos escravos.
A opção por marginalizar os ex-escravos e seus descendentes seria resultado de uma concepção racista desenvolvida pelas elites intelectuais brasileiras a partir de elaborações teóricas como o darwinismo social e a eugenía que teriam dado origem a “Ideologia do Branqueamento”.
Esta “ideologia” pregava que o Brasil era um país “atrasado e selvagem” porque a maioria da sua população, composta de índios, negros e mestiços, era inferior e incivilizável, sendo necessário “branqueá-la”. Para tanto deveria se promover a entrada de milhares de imigrantes europeus, “civilizados, trabalhadores, superiores do ponto de vista moral, espiritual, cultural, mental e físico”.
Assim, parte dos negros, uma vez libertos, teriam sido condenados aos trabalhos menos importante para a economia do País, com alto grau de informalidade, pior remunerados, insalubres e em muitos casos em situações análogas à escravidão. A outra parte teria se deparado com o desemprego estrutural e hereditário com todas as conseqüências advindas daí.
O resultado, conclui o historiador, é que a República e o capitalismo no Brasil se constroem sob a égide do racismo, com profundo desprezo pelo trabalhador nacional e baseados em desigualdades entre negros e brancos que se mantém até os dias de hoje.
Ramatis Jacino, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul em 11 de junho de 1957, filho de um carteiro e uma costureira, a época ex-militantes do Partido Comunista.
Mora em São Paulo desde 1972. Foi servente de pedreiro, balconista, porteiro, auxiliar de escritório, gráfico, motorista e vendedor. Militante político desde 1974, participou de diversas organizações de luta contra o racismo. Fundador do PT e da CUT, já foi vice-presidente do Diretório Municipal deste partido na cidade de São Paulo. Professor efetivo de História na rede pública estadual é lotado na Escola Estadual República da Guatemala, em Itaim Paulista, extremo leste da cidade de São Paulo. Assessora a Direção Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores e é membro da direção paulista da Central Única dos Trabalhadores. Doutorando em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH da Universidade de São Paulo, é mestre em História Econômica pela mesma Universidade, sob orientação da professora doutora Vera Lucia Amaral Ferlini.
Sua graduação foi no ano de 2000, na Universidade Braz Cubas em Mogi das Cruzes.
O Branqueamento do Trabalho, Ramatis Jacino. Nefertiti Editora Ltda., 2008, 168 páginas. História econômica do Brasil (1872/1890). Áreas de interesse: História, Geografia, Sociologia, Antropologia, Economia. Pedidos com o autor: ramatis@pt.org.br
Cem Anos e Mais de Bibliografia sobre o Negro no Brasil
(obra revisada, corrigida e ampliada - classificação por assunto)
Organizador: Kabenguele Munanga
Pesquisadores: Antonia de Lourdes dos Santos e Kabenguele Munanga
cem anos e mais kabenguele munanga.pdf